Belo Horizonte - Uma reunião do Conselho Gestor com a presença do técnico Procópio Cardoso, na quinta-feira à noite, pôs fim à polêmica sobre as declarações do treinador. Ele disse que havia torcida contrária à equipe dentro do próprio América. “Foi mais um desabafo do Procópio, que não quis acusar ninguém. O futebol vive de emoção, e ele está envolvido nesse ambiente diariamente", explica Delson Tolentino, membro do Conselho Gestor.
O treinador confirma que suas declarações ganharam uma conotação exagerada. “Falei algo que é normal no futebol. Por motivo pessoal ou político, sempre há alguém incomodado. Não faço média com ninguém e isso incomoda. Mas se tem algo que eu não sou e nunca fui é unanimidade", observa Procópio Cardoso.
Procópio não quis revelar o nome de quem estaria torcendo contra o time, mas garantiu ter apoio total dos membros do Conselho Gestor e deixou transparecer se tratar de algum funcionário do clube. Na sexta pela manhã, o técnico se reuniu com essa pessoa para acertar as “diferenças".
Na reunião de quinta-feira, o Conselho Gestor reafirmou a confiança no trabalho do técnico Procópio. “Não vamos mudar nosso plano de trabalho. O Procópio se encaixou muito bem e assumiu a causa de um planejamento a longo prazo", justifica Delson Tolentino, que não acredita que o América fique de fora da próxima fase do Campeonato Mineiro.
O clube fez na sexta o pagamento do mês de janeiro, segundo Delson Tolentino. A intenção da diretoria é quitar a folha de fevereiro na próxima semana, com dinheiro recebido do Feyenoord e da Rede Globo, pelas cotas de transmissão das partidas.
Na segunda-feira, deve começar a auditoria na situação financeira do América, a pedido dos investidores estrangeiros com os quais o presidente do clube, Manoel Ricardo Baeta, já iniciou entendimentos, nos Estados Unidos. Esses investidores contrataram uma multinacional para realizar a auditoria.