Rio - A postura do presidente do Flamengo, Edmundo dos Santos Silva, de condicionar o pagamento dos salários dos jogadores em dia à conquista de títulos, ainda continua repercutindo mal no elenco rubro-negro. Os atletas afirmam estar conscientes em relação à atual situação financeira do clube, mas dão mostras de que o ambiente na Gávea não é dos melhores.
Afastado da equipe devido à uma lesão na coxa esquerda, o meia Petkovic reconhece a dificuldade no clube, em contrapartida revela que o ambiente entre os jogadores pode piorar, caso os salários continuem atrasados.
“Eles têm de cumprir o que prometeram. A dificuldade no Brasil é grande, mas nós jogadores não podemos conviver com esta situação. E se continuar desse jeito quem vai perder é o Flamengo”, declarou Petkovic.
O zagueiro Gamarra mostra desânimo com a realidade financeira do Flamengo, principalmente quando analisa a sua volta ao Brasil. Apesar de o seu ex-clube, o Atlético de Madrid, ter sido rebaixado na última temporada do Campeonato Espanhol, o jogador disse que jamais conviveu com salários atrasados na Europa.
“É difícil, principalmente para quem jogou na Europa, onde não se atrasam os salários. Até em São Paulo é diferente, pois joguei no Corinthians e lá atrasava no máximo uns quinze dias. Já tinha ouvido falar que, no Rio de Janeiro, este problema vem de algum tempo. Mas os dirigentes do Flamengo estão tentando pagar os salários, e estamos esperando que isto aconteça”, comenta.
Para o lateral-direito Maurinho, o problema se faz presente pela falta de informação dos dirigentes brasileiros, além da proximidade da Lei do Passe, que entrará em vigor a partir do mês de março. Ao contrário dos companheiros, o jogador tem esperanças de que a questão salarial será resolvida: “Acredito que o problema seja por causa da Lei do Passe, pois ninguém conhece profundamente o assunto. Depois que esta questão for esclarecida, o futebol brasileiro terá um grande avanço e, com certeza, o problema salarial será resolvido”.