Berlim - O chanceler alemão, Gerhard Schroeder, afirmou na terça-feira que não havia espaço no país para a violência de extrema direita e pediu a torcedores de futebol e líderes empresarias que façam sua parte no combate ao racismo.
Dando as boas-vindas a uma nova campanha da Associação Alemã de Futebol (DFB) para combater a violência de extrema direita e a xenofobia, Schroeder afirmou que o futebol era um jogo apreciado em todo o mundo. Segundo ele, a modalidade esportiva mostrava que a cor da pele ou a origem étnica eram fatores irrelevantes.
``O futebol une as pessoas de uma forma mágica em todo o mundo'', disse o chanceler em um comunicado divulgado em Berlim.
``Os jogadores de todos os países unem-se para jogar em uma grande variedade de clubes. Não importa se falamos de Pelé ou de Franz Beckenbauer, de Zinedine Zidane ou de Rudi Voeller. Ninguém pergunta sobre a origem étnica deles.''
A Alemanha assistiu a alguns episódios esporádicos de violência contra estrangeiros e judeus na última década, pós-unificação. Atualmente, o governo alemão tenta proibir um pequeno partido extremista que vem sendo comparado com os nazistas da época de Adolf Hitler.
Cerca de cem pessoas morreram nesses episódios e um número bem maior ficou ferido.
Em um discurso feito horas antes a operários de uma fábrica da cidade de Ludwigshafen, oeste da Alemanha, o chanceler pediu que empresários do país fizessem sua parte no combate ao neonazismo, dando emprego e treinamento a jovens a fim de mantê-los longe de problemas.