Porto Alegre - O lateral gremista Anderson Lima será julgado nesta terça-feira no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) pela expulsão no jogo Grêmio e Gama. O lateral direito está incluso no artigo 235 do Código Brasileiro Disciplinar de Futebol (CBDF), por ofensas morais ao árbitro.
Se for condenado, a pena é de dois a quatro jogos. Homero Bellini Júnior será o advogado gremista. Como Anderson cumpriu duas partidas de suspensão por ter sido o segundo cartão vermelho, só ficará fora da semifinal se for punido com três ou quatro jogos.
O lateral tem um motivo especial para enfrentar o São Caetano na quinta-feira. Anderson fixou residência lá com a família há dois anos e meio. O seu pai, Adônis, 53 anos, era um destacado ponteiro-esquerdo do Jabaquara, clube do qual originou-se o São Caetano.
Atualmente, Adônis trabalha na secretaria de esportes de Diadema.
"A segurança é infinitamente maior. A qualidade de vida é bem mais elevada. Em São Caetano não há favelas", disse Anderson.
A proximidade com a cidade o faz conhecer de perto o clube. Não apenas os jogadores, mas os profissionais que transformaram o Azulão na sensação da Copa João Havelange.
"É um trabalho de longa data, que veio das categorias de base e se sedimentou como clube-empresa. Nada está acontecendo por acaso", disse.