Rio - Através da assessoria de imprensa do Vasco, a diretoria do Vasco informou que a equipe não entrará em campo na quinta-feira para enfrentar o Cruzeiro, no primeiro jogo da semifinal da Copa João Havelange. Motivo: o curto espaço de tempo entre duas partidas.
Porém, o adversário garante que viajará ao Rio e se apresentará no estádio na hora do jogo. Caso não ocorra o jogo, o Cruzeiro promete pedir os pontos na Justiça e o caso pode paralisar a Copa JH.
Para tentar se defender do massacrante calendário, Romário entrou em contato na segunda-feira com o presidente do Sindicato dos Atletas de Futebol do Rio, Alfredo Sampaio, pedindo-lhe esclarecimentos sobre o que consta na lei.
“Como capitão da equipe, o Romário pediu para que eu viesse a São Januário orientá-lo. Expliquei a ele que a lei determina um intervalo de 66 horas entre uma partida e outra”, disse Sampaio. “Já tive essa mesma experiência outras três vezes, duas delas com o Vasco, e obtive sucesso em todas.”
Horas mais tarde, garantiu que o Vasco não entrará em campo. “Independente do que o Sindicato venha a fazer, recebemos um pedido dos jogadores. Mediante disso, não jogaremos na quinta”, avisou a assessoria de imprensa do clube.
De qualquer maneira, o presidente do Sindicato, através de seu departamento jurídico, entrará com uma ação no Ministério do Trabalho para tentar adiar o jogo. Tendo o aval do juiz, uma liminar é encaminhada à CBF e ao Clube dos 13.
Em Belo Horizonte, a notícia foi recebida com desdém. “O Cruzeiro viajará na quarta-feira à noite para o Rio e comparecerá ao estádio na quinta-feira contando com a realização da partida. Se os portões estiverem fechados, entraremos com um recurso solicitando os pontos do jogo. Caso não consigamos, paralisamos o campeonato”, disse Zezé Perrela, presidente do Cruzeiro, lembrando que a diretoria vascaína já havia assinado um documento confirmando o jogo.
Os jogadores do Vasco dão clara demonstração de cansaço. “É difícil jogar três, quatro jogos por semana. E o mau calendário está se refletindo nas finais. E o pior é que parece não haver datas disponíveis”, afirmou Juninho Paulista.