Belo Horizonte - O diretor de Futebol do América, Procópio Cardoso, se reuniu com os jogadores antes do treino de ontem de manhã, no CT Lanna Drumond, e cobrou um melhor desempenho da equipe no Módulo Azul da Copa João Havelange. O dirigente não quis entrar em detalhes sobre a conversa com a equipe, mas para ele o que atrapalhou o rendimento do América na competição foi o excesso de individualismo de alguns jogadores.
Muitos jogadores ficam sem contrato com o clube no final do ano, mas Procópio não quer falar em reformulação do elenco antes da última rodada da primeira fase da Copa João Havelange, quando o América enfrenta o Corinthians, no dia 19. O diretor vai se reunir com o Conselho Gestor para fazer o planejamento para a próxima temporada, dentro das condições financeiras do clube.
A primeira competição do América em 2001 será a Copa Sul-Minas, que o clube conquistou este ano. A equipe vai ficar no Grupo 1, com Coritiba, Figueirense e Grêmio. A estréia está marcada para dia 18 de janeiro, contra o Figueirense, em Florianópolis.
O lateral-esquerdo Augusto é um dos jogadores que ficam sem vínculo com o América em dezembro. Seu passe pertence ao Botafogo, clube com o qual o jogador tem contrato até 2002. “Tenho conversado com o Procópio, mas meu futuro depende do Botafogo. Não sei o que vai acontecer", afirma Augusto.
Para o lateral, a partida contra o Bahia, quarta-feira, foi sua melhor atuação com a camisa do América. “Quando conseguimos nos entrosar e atingimos um bom condicionamento, o rendimento cresceu muito", observa Augusto, que estreou apenas na terceira rodada, na derrota de 3 a 0 para o Santos, na Vila Belmiro.
Augusto considera que o grande erro do América na Copa João Havelange foi a falta de um maior poder de decisão nas partidas. “O time jogava bem e não matava o jogo. A equipe pecou na hora da definição. Não sei o que acontecia. A partida contra o Bahia foi um retrato da nossa campanha", avalia o lateral. “Quem vê o nosso time jogando, não acredita na posição em que estamos na classificação."
Por isso, Augusto entende que a equipe deve se empenhar ao máximo nos jogos restantes, contra Sport, quinta-feira, e Corinthians, dia 19, mesmo sem chances de passar para a segunda fase. “Temos que nos motivar para não ficar muito atrás na classificação. Até mesmo pelo que produzimos no campeonato. É uma questão de honra", argumenta o jogador.
No ano passado, Augusto estava no Corinthians e conseguiu sete vitórias consecutivas no Campeonato Brasileiro. Hoje, ele vê com espanto a situação da equipe paulista, que não vence há dez jogos. “É difícil analisar de fora, mas houve muita mudança no elenco e o entrosamento é fundamental numa competição difícil como a Copa João Havelange. A pressão da torcida também é muito grande e não somente nos jogos, mas no dia-a-dia inclusive, e alguns jogadores sentem isso", comenta Augusto.