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Leão pretende acompanhar treinos nos clubes
Quinta-feira, 26 Outubro de 2000, 03h58
Atualizada: Quinta-feira, 26 Outubro de 2000, 04h08

Porto Alegre - O novo técnico da Seleção Brasileira, Émerson Leão, 51 anos, está 10 quilos mais magro, pele queimada do sol, cuidando do físico e da alimentação, e parece uma criança de tão feliz com o desafio que tem pela frente.

Morando em um hotel cinco estrelas na Praia de Boa Viagem, em Recife, Leão está seguindo uma religiosa rotina para atender os novos hábitos que o cargo exige. Acorda exatamente às 5h30min, vai direto para a sala de musculação e só sai de lá para orientar o treino aos jogadores do Sport, que geralmente começa no meio da manhã. Depois, Leão almoça, corre na praia e passa o resto do tempo falando na Seleção Brasileira.

A felicidade com o cargo é tanta que Leão se atreve a fazer uma promessa. Ele garante que o Brasil, de tantos sustos e tropeços nos jogos das Eliminatórias da Copa do Mundo, vai mudar a sua forma de jogar e voltará a ser respeitado pelos adversários.

“A Seleção Brasileira continuará sendo competitiva, como vinha sendo, mas terá o acréscimo da arte, que sempre fez a diferença em nosso favor e está fazendo falta ao nosso time”, avisou.

A grande inovação que Leão pensa em implantar no ano que vem é o acompanhamento dos treinos nos clubes. Com tempo disponível, ele pretende passar dois ou três dias vendo de perto o desempenho dos jogadores. “Quero colocar em prática o plano de assistir aos jogadores treinando no dia-a-dia nos seus respectivos clubes e já estou preparando um roteiro de viagem para passar dois ou mais dias em cada cidade”, projetou.

Uma semana depois de ter sido anunciado, Leão confessa que ainda está vivendo um sonho. Ele lembra de todos os detalhes do telefonema que recebeu de Antônio Lopes, na quarta-feira passada, e conta que custou a acreditar que não era uma brincadeira.

“O Lopes me ligou e depois de um minuto de conversa perguntou se eu aceitava ser técnico da Seleção Brasileira. Pensei que ele estava brincando e quando vi que o assunto era sério, respondi que sim”, relembrou.

Depois de bater o martelo, Leão e Lopes se falam diariamente pelo telefone. Os dois estão ajustando os planos que vão desenvolver daqui para a frente, mas uma coisa já está mais do que definida: quem manda no time e nas convocações é Leão.

“Quem convoca e escala a Seleção Brasileira é o técnico da Seleção Brasileira que, neste momento, sou eu”, adiantou-se Leão, sem deixar nenhuma dúvida.

Os nomes para o jogo contra a Colômbia, o último da temporada, só serão conhecidos na segunda-feira, dia 30. Mas mesmo antes da data, Leão já deixou escapar de que Romário tem lugar certo pelo que está jogando no Vasco, e não pela indicação de Lopes.

“O Romário não está bem, ele está ótimo. E vai ser convocado por isso”, adiantou.

Se Romário está garantido, o mesmo não se pode dizer a respeito dos gaúchos Ronaldinho e Lúcio, que participaram dos Jogos Olímpicos, em Sydney. Sobre eles, Leão usa a cautela, diz que o fracasso da Austrália não vai contar neste novo momento, mas não garante a chamada.

“Não é Sydney que vai mudar a minha opinião sobre algum atleta. O Ronaldinho e o Lúcio têm as mesmas chances de convocação para este jogo como qualquer outro jogador que esteve na Olimpíada”.

O que já está definido é que a comissão técnica para o jogo do próximo dia 15 de novembro será de emergência. Leão vai ter apenas três pessoas ao seu lado – um preparador físico, um treinador de goleiros, que será Pedro Santilli, do Grêmio, e um médico. Mas, no futuro, o grupo vai aumentar, inclusive com um auxiliar-técnico. “Os nomes dos três para o jogo contra a Colômbia já estão definidos e acertados, mas a divulgação só vai acontecer na segunda-feira. Depois desta partida, com mais tempo e calma, vamos montar o restante da equipe e já disse ao Lopes que quero um auxiliar-técnico”, relatou.

Zero Hora – A escolha do seu nome para a Seleção foi uma surpresa?

Émerson Leão – Foi sim. Eu sabia que estava na lista, mas quando falei com o Lopes (Antônio Lopes, coordenador da Seleção) pensei que ele estava brincando e demorei alguns segundos para acreditar.

ZH – O acerto foi fácil?

Leão – Ainda falta definir algumas coisas, o que vamos fazer na segunda-feira. A única coisa que sei é que eu e o Lopes passamos a ser funcionários da CBF, sem prazo de contrato, enquanto os outros serão prestadores de serviços.

ZH – Você chegou a pensar em recusar o convite, como outros?

Leão – Não pensei não. Até por não saber se haveria um segundo convite na minha vida.

ZH – Você levou um puxão de orelhas da sua mãe por ter aceito o cargo?

Leão – Levei. Como toda a mãe, principalmente as italianas, que gostam de ter o filho debaixo da asa, ela ficou preocupada. Mas feliz.

ZH – Como tem sido a reação dos pernambucanos com você depois de tudo isso?

Leão – Está difícil até de caminhar na praia. Tenho recebido muito incentivo, muitos abraços, mas todos entendem que estou deixando o Sport por uma causa maior.

ZH – Como técnico da Seleção Brasileira você vai continuar pintando os cabelos?

Leão – Eu não pinto os cabelos. Apenas escureço os cabelos e faço isso desde os 27 anos, quando eles começaram a ficar brancos e me sugeriram a mudança. Agora, estou habituado com isso e até a minha família pede para não mudar.

ZH – O Brasil vai continuar tendo um técnico de gravata?

Leão – Dependendo do lugar da partida, sim. Aqui no Recife, pelo calor que faz, não tenho usado. Mas na Seleção Brasileira vou retomar o hábito.

ZH – O que vai mudar na sua vida como técnico da Seleção?

Leão – A diferença é que agora não vou dirigir uma equipe e sim a paixão de uma nação.

ZH – Você não teme que possam investigar a sua vida particular?

Leão – Se falarem a verdade, não tem problema algum. Tudo o que tenho consta no meu Imposto de Renda e foi obtido com o meu salário.

ZH – Essa informação de que você é sócio da mulher do Eduardo Farah (presidente da Federação Paulista de Futebol) é verdadeira?

Leão – É sim. Tenho 50% de uma fazenda em Barra do Garça e ela tem outros 50%, e o negócio é administrado pelo Eduardinho, que mora lá. Não vejo problema algum nisso, até porque o Farah nunca me arrumou emprego.

ZH – Como será o seu relacionamento com a imprensa?

Leão – Acho que tenho me relacionado bem com a imprensa de muito tempo para cá. Claro que existem alguns rabujentos, como eu sou, que gostam de fazer o outro lado da vida, de serem amargos, e nesses casos as coisas quase sempre terminam mal.

ZH – E aquela história de que a Nike dá as cartas na CBF?

Leão – Desconheço o contrato. Só acho que tudo que está escrito deve ser cumprido e fim de conversa.

ZH – Jogador indisciplinado terá chance com você?

Leão – Existem dois casos de indisciplina. Uma tem cura e a outra não tem. Os incuráveis não trabalham comigo de jeito nenhum.

ZH – O Antônio Lopes vai dar palpites sobre convocações?

Leão – Ele pode até sugerir nomes e, se as indicações forem excelentes, posso até acatar. Mas não abro mão de ser a última palavra nesse assunto.

ZH – O Romário tem cadeira cativa na sua Seleção?

Leão – Claro que não. Nem ele, nem ninguém. Vou procurar convocar aqueles que estiverem em melhor momento e em condições de darem uma boa resposta dentro de campo.



Zero Hora


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