Rio - Jogadores do Flamengo organizaram um churrasco de confraternização, na tarde de terça-feira, num sítio em Vargem Grande, Zona Oeste do Rio. Horas antes, algumas redações receberam, via fax, uma nota sem assinatura anunciando que o evento seria uma orgia, organizada pelo supervisor do clube, José Chimello, com 30 mulheres contratadas.
Uma equipe de reportagem foi até a casa, em Vargem Grande. O objetivo não era invadir a intimidade dos jogadores, que estavam de folga. Apenas checar a eventual participação de funcionários do clube na organização da festa.
Ao ver carro, um segurança com uniforme do clube disse que não seria permitido fotografar o churrasco, que "era fechado". Uma mulher, apresentando-se como funcionária do clube, pediu a seguranças de condomínios vizinhos que impedissem a aproximação.
Em novembro do ano passado, uma noitada não muito comportada de craques rubro-negros em Caxias do Sul, após uma derrota para o Juventude, havia resultado no afastamento de Romário.
O presidente Edmundo dos Santos Silva explicou que, a pedido da comissão técnica, o clube cedera o funcionário, o que, para ele, não caracterizaria que o encontro tenha sido patrocinado pelo clube. “Estava sabendo do churrasco. José Chimello me avisou que era para unir o grupo. Eu cedi, a pedido dos jogadores, um segurança. Da porta para dentro, o Flamengo não tem responsabilidade alguma sobre o que possa ter acontecido”, disse Edmundo.
Chimello foi na mesma linha, afirmando que nenhum membro da comissão técnica ou da diretoria foi ao evento. “Não podemos policiar tudo o que os jogadores fazem na folga. O churrasco foi pago com dinheiro da caixinha. O que aconteceu lá não é responsabilidade nossa.”