Rio - A juíza da 8ª Vara Federal Criminal do Rio, Valéria Caldi Magalhães, decidiu citar por edital o técnico Wanderley Luxemburgo, para que ele seja interrogado em 10 de novembro, a fim de dar prosseguimento ao processo movido pela União, que investiga suposto crime de sonegação fiscal do ex-treinador da seleção brasileira.
A juíza tomou a atitude depois que um oficial de Justiça esteve no endereço de Luxemburgo, na Barra da Tijuca, não o encontrando. O oficial tampouco recebeu informações sobre o paradeiro de Luxemburgo, que estaria descansando com a família numa fazenda do interior de Goiás.
Na tentativa de localizá-lo, a juíza determinou a entrega de uma cópia do ofício à Confederação Brasileira de Futebol (CBF). Segundo o advogado Alexandre Lessmann Buttazzi, o treinador tem a obrigação de comparecer ao interrogatório, sob o risco de sofrer "um ônus processual, à revelia", ou seja, de a Justiça considerar como verdadeiros todos os atos alegados contra ele.
Indefinição - A direção da CBF continua ganhando tempo para definir a nova comissão técnica da seleção. Nesta terça-feira, mais uma vez, o presidente da entidade, Ricardo Teixeira, preferiu manter-se em silêncio. O dirigente dá indícios de que pretende contratar o novo treinador e um coordenador-técnico após o último jogo do Brasil deste ano pelas eliminatórias do Mundial de 2002: com a Colômbia, dia 15 de novembro, no Morumbi, em São Paulo.
Nesta quarta-feira, o ex-campeão do mundo Clodoaldo esteve na CBF para acompanhar julgamento do atleta Robert, do Santos, no Tribunal de Justiça Desportiva, e defendeu a permanência de Candinho na seleção.