Madri - Jesus Gil, o polêmico prefeito de Marbella e presidente do clube de futebol Atlético de Madrid, foi condenado a seis meses de prisão na terça-feira por desviar dinheiro público para o clube.
Entretanto, um tribunal da cidade de Málaga absolveu Gil de outras acusações de apropriação ilícita de fundos, fraude e falsificação de documentos, que poderiam elevar sua pena a mais de 29 anos.
Fontes do tribunal disseram que Gil também teve os direitos políticos cassados por 28 anos e pagou uma fiança equivalente a 5.250 dólares.
Mas as penas não serão executadas até a resposta às apelações. Gil ficará solto e com a posse de seu resort ``Costa del Sol''.
Promotores buscaram uma sentença de mais de 29 anos, uma suspensão dos direitos políticos de 74 anos e uma multa equivalente a 3,67 milhões de dólares -- a quantia que Gil era acusado de desviar dos cofres públicos em Marbella.
Num processo separado, Gil foi acusado por autoridades anticorrupção de usar os cofres do clube para comprar uma grande quantidade de itens que iam de lingerie a retratos do ex-ditador General Francisco Franco, segundo os documentos da corte.
Uma das figuras mais conhecidas da Espanha, em 1991 Gil tornou-se líder de um partido também chamado GIL (Grupo Independente Liberal). Em março ele se candidatou ao cargo de primeiro ministro, sem sucesso.
Desde que se encarregou do Atlético de Madri, organismos internacionais e nacionais ligados ao futebol o puniram por ataques verbais a juízes e jogadores. Uma vez ele entrou numa briga de socos com os dirigentes de um time rival. Em 13 anos ele contratou 24 técnicos.
Na década de 70, Gil foi preso por construir um prédio que caiu matando mais de 50 pessoas. Ele foi condenado a uma sentença de cinco anos por negligência criminosa, mas foi solto apenas 18 meses depois, perdoado pelo ditador Franco.