São Paulo - Apesar das pressões de alguns políticos e dirigentes, que não se cansam de
telefonar para seu gabinete, o presidente do Senado, Antônio Carlos
Magalhães (PFL-BA), garantiu que a instalação da Comissão Parlamentar de
Inquérito (CPI) do Futebol entrará em ação no início da próxima semana.
ACM afirmou que tem a seu lado um poderoso aliado para não se curvar à
vontade de alguns líderes partidários e cartolas, como o presidente da
Confederação Brasileira de Futebol, Ricardo Teixeira, e seu ex-sogro João
Havelange.
"O povo quer a CPI. No fim-de-semana, eu fui ao barbeiro e o assunto era um
só, a CPI", justificou ACM.
Já o autor do requerimento de criação da CPI, o senador Álvaro Dias
(PSDB-PR), informou que conversou por telefone com Renata Alves, a
ex-secretária de Wanderley Luxemburgo que colocou fogo no circo.
"Ela me disse que dará novos nomes e valores de operações de vendas de
jogadores ao exterior", afirmou Álvaro Dias.
Ele acrescentou que, a cada dia que passa, recebe mais denúncias de
irregularidades no futebol brasileiro. "Fiquei sabendo, por exemplo, de um
esquema de federações e clubes que sonegam os borderôs dos jogos. Vamos
apurar tudo direitinho na CPI", prometeu o senador.