São Paulo - A derrota no clássico de domingo pelas Eliminatórias Sul-Americanas da Copa de 2002 quase criou estrago maior na Seleção do Uruguai, que perdeu de 2 a 1 para os líderes argentinos, em Buenos Aires.
Irritado com a substituição, durante o segundo tempo, o atacante Recoba saiu reclamando do técnico Daniel Passarella - o jogador dirigiu insultos ao treinador. A situação só não ficou pior devido à retratação, feita ontem.
"Não gosto de sair", disse ao salientar que Passarella resolveu optar por outro atacante para os momentos finais da partida - Sebastíian Abreu, do San Lorenzo, foi quem entrou.
Mais tarde, Recoba decidiu recuar e minimizou a importância do incidente. O jogador citou a capacidade do técnico em montar uma equipe, garantindo confiar em suas escolhas.
Queixa comum - O que o atacante não quis esquecer foi o suposto erro do árbitro brasileiro Márcio Rezende de Freitas. Recoba disse ter sofrido um pênalti que o lateral-esquerdo Sorín (do Cruzeiro) teria cometido ainda no primeiro tempo. "Fui empurrado por trás. Se tivesse sido marcado o pênalti, a história poderia ter sido diferente", afirmou.
Nesse ponto, Daniel Passarella concordou. "Não foi marcado um pênalti claro."
O argentino Passarella, que teve de enfrentar a seleção de seu país, justamente no Monumental de Nuñez, também lamentou a derrota, porém frisou a determinação do Uruguai em relação à conquista de uma vaga na Copa de 2002 - ainda mais por causa da impaciência dos torcedores, que há dois Mundiais não têm o time participando da competição.
O próximo compromisso dos uruguaios é com a Bolívia, em La Paz. A Celeste ocupa a quinta colocação na tabela (14 pontos) e os bolivianos estão em nono.
Os líderes isolados da disputa são os argentinos: somam 22 pontos em nove jogos. Na rodada seguinte, enfrentam o Chile, em Santiago. A equipe de Ivan Zamorano foi mal no sábado ao perder para o Equador por 1 a 0 e vai precisar da vitória.