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Como economizar dinheiro na Black Friday sem cair em armadilhas?

Especialistas citam maneiras para consumidor fazer escolhas estratégicas e evitar golpes

14 nov 2023 - 05h00
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A Black Friday está chegando e, com ela, a promessa de grandes descontos e promoções. Essa pode ser uma ótima oportunidade para o consumidor adquirir produtos e serviços mais baratos. Contudo, é preciso se manter vigilante para não cair em armadilhas.

Confira recomendações feitas por especialistas em entrevista ao Terra.

Planejamento em primeiro lugar

Antes de se aventurar nas compras da Black Friday, defina quais são as suas necessidades. A temporada de ofertas estimula os nossos desejos e o consumo impulsivo, mas isso pode ser controlado.

Estabeleça um orçamento dedicado às compras para o período. Dentro desse limite, aponte em uma lista os produtos e marcas que estão no seu radar. Segundo o psicólogo e fundador da Psicologia Financeira, Celso Sant'Ana, um bom planejamento pode evitar dívidas e possíveis arrependimentos futuros.

Opte pela razão

Para aqueles propensos a decisões impulsivas, Sant’Ana sugere adiar a compra. “É comum a emoção se sobrepôr à razão, mas geralmente isso não dura a noite de sono”, diz.

Outra opção é unir-se a um amigo ou familiar com menor ímpeto de consumo no momento da compra. Para o professor da ESPM e especialista em comportamento do consumidor José Carlos Rodrigues, incorporar uma perspectiva diferente pode ser uma estratégia eficaz para uma decisão mais consciente.

planejamento financeiro
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Foto: Freepik

Evite rastros

Na internet, todos os seus passos são rastreados através de cookies. Eles ajudam as marcas a entender os seus interesses, personalizando ofertas e anúncios. É por isso que os preços do mesmo produto em um site podem variar de pessoa para pessoa.

O coordenador do curso de Direito da ESPM e especialista em Segurança da Informação, Marcelo Crespo, sugere o uso do DuckDuckGo, um navegador web que bloqueia a ferramenta de monitoramento. Embora outros navegadores – como Google Chrome, Apple Safari, Microsoft Edge e Mozilla Firefox – ofereçam a opção de ajustar as preferências de cookies, o seu bloqueio completo não é possível.

Monitore e compare os preços

Uma orientação unânime entre os entrevistados é a necessidade de realizar pesquisas e monitorar os preços dos produtos ao longo dos últimos meses. Recorra a sites e aplicativos a exemplo de Buscapé, Zoom, Promobit e JáCotei, para analisar as flutuações nos preços e assegure-se de que os descontos da Black Friday são genuínos.

Também compare as diferenças de valores em cada site ou loja. Na internet, o próprio Google oferece a relação de preços ao pesquisar o nome do produto. 

Cuidado com enganadores nessa Black Friday - Shutterstock
Cuidado com enganadores nessa Black Friday - Shutterstock
Foto: Alto Astral

Modere as notificações

Usar ferramentas de monitoramento de preços é uma ótima alternativa para economizar, mas tenha cuidado com o excesso de informações. Segundo alerta o psicólogo Celso Sant’Ana, acionar muitos alertas ou notificações pode resultar no efeito oposto ao desejado.

Ao ser bombardeado por mensagens sobre as reduções de preços e promoções, o consumidor acaba ficando mais exposto a certas armadilhas psicológicas. Isso pode levá-lo a adquirir produtos desnecessários, com a ideia de que não comprar significará perder uma oportunidade. Essa é uma sensação enganadora, garante Sant’Ana.

Prefira comprar à vista

Evite parcelar suas compras no cartão de crédito; o ideal é pagar à vista, orienta Sant'Ana. Optar pelo pagamento imediato destaca o valor real da compra, permitindo ao consumidor avaliar melhor a sua capacidade financeira, evitando o endividamento e juros futuros.

Desconfie dos pequenos preços

Descontos muito altos ou preços muito baixos são um sinal de alerta para golpes. Diferentemente do que acontece nos Estados Unidos, os empresários brasileiros não conseguem fazer grandes cortes no valor dos produtos, explica o advogado Arthur Rollo.

De acordo com o especialista em direito do consumidor, isso acontece especialmente porque há uma diferença entre o sistema tributário brasileiro e o americano: no Brasil, os impostos são cobrados antes do produto chegar ao consumidor. Isso implica na redução da margem de lucro do empresário. Já nos EUA, o imposto é cobrado sobre o valor da venda, ou seja, diminui à medida que o desconto aumenta.

Foto: Souvik Banerjee / Unsplash

Proteja-se de golpes

Redobre a sua atenção para golpes durante a Black Friday. É muito comum que nessa época surjam milhares de perfis falsos, se passando por empresas nas redes sociais. O advogado especializado em direito do consumidor Murilo Sechieri indica ficar atento especialmente ao Instagram, onde a maior parte dos golpes acontecem. 

Para identificar perfis fraudulentos nas redes sociais, verifique informações como a data de criação da conta. Essa verificação pode ser realizada clicando nos três pontos no canto superior direito da publicação e escolhendo a opção "Sobre essa conta". O recurso também permite visualizar a localização do perfil e a quantidade de alterações de nome.

Outra estratégia eficaz é observar se o perfil bloqueia comentários, um sinal de que o proprietário busca evitar que pessoas atingidas alertem potenciais novas vítimas.

Verifique a procedência dos sites

Para descobrir se um site é autêntico, também há algumas estratégias. Se o ele não informa um endereço físico, por exemplo, é um indicativo de fraude. Desconfie também de sites que só aceitam pagamento em Pix, pois pode ser difícil reaver o dinheiro em caso de problemas.

Para compras online, certifique-se também que o site exibe ícones de segurança e certificação na página de pagamento. De acordo com o professor de Publicidade e Propaganda na Faculdade Cásper Líbero, Fábio Caim, a presença dos selos ajuda a verificar se o e-commerce tem um sistema seguro para proteger os seus dados.

Prefira comprar de empresas com as quais você já tem familiaridade. “A Black Friday não é o momento para experimentar novas marcas”, ressalta Caim.

Foto: Freepik

Fique atento aos detalhes

Priorize o acesso de ofertas diretamente pelo buscador do site onde deseja comprar o produto. O advogado Arthur Rollo alerta para o aumento de links suspeitos e clonagens de endereços de rede. Muitas vezes, a diferença na URL em comparação à do site original é quase imperceptível: muda-se apenas uma letra ou acrescenta-se um símbolo, por exemplo. 

Para evitar armadilhas, consulte sites que reúnem reclamações de usuários, como Consumidor.gov ou Reclame Aqui. Desconfie também se o site estiver hospedado fora do Brasil; é recomendável procurar endereços que terminem em .com.br. Verificar o CNPJ da empresa também é um bom caminho. Se o site estiver registrado em nome de uma pessoa física, é motivo para desconfiança.

Com a migração de grandes portais para marketplaces, o professor de Segurança Digital na ESPM Carlos Rafael Neves também indica ficar atento ao detalhe "Vendido e entregue por…”. Evite cair em golpes ou surpresas desagradáveis analisando as avaliações e a quantidade de vendas realizadas pelo vendedor terceiro. A informação geralmente fica disponível na página do produto desejado em sites como Mercado Livre, Shopee, Amazon, Americanas e Magazine Luiza. 

Fonte: Redação Terra
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