Brasil tem menor saldo em transações correntes em 2 anos nos 12 meses até setembro
O déficit em transações correntes do Brasil caiu para 2,33% do PIB nos 12 meses até setembro, o menor patamar em dois anos, impulsionado pelo superávit comercial e pela alta do petróleo. No mês, o saldo negativo foi de US$ 5,1 bilhões. Por sua vez, o Investimento Direto no País atingiu US$ 11,294 bilhões em setembro e acumulou 3,43% do PIB em 12 meses, superando amplamente as projeções e assegurando o financiamento integral do rombo externo por meio de fluxos de capital de longo prazo.
O déficit em transações correntes do Brasil diminuiu para 2,33% do Produto Interno Bruto (PIB) nos 12 meses até setembro, de 2,50% do PIB no mês anterior, mostraram dados do Banco Central nesta segunda-feira, atingindo o menor nível em dois anos, ajudado por um superávit comercial mais forte.
Em setembro, as transações correntes da maior economia da América Latina registraram déficit de US$5,1 bilhões, enquanto economistas consultados em pesquisa da Reuters esperavam saldo negativo de US$5,0 bilhões.
Depois de aumentar acentuadamente em 2025, o déficit em transações correntes do Brasil acumulado em 12 meses vem apresentando melhora constante, apoiado por um superávit comercial crescente, impulsionado pela forte alta dos preços do petróleo, uma vez que o país é exportador líquido da commodity.
O fortalecimento da balança comercial brasileira mais do que compensou o aumento dos déficits nas contas de serviços e de renda, que também apresentaram deterioração em setembro.
O investimento direto no país (IDP) somou US$11,294 bilhões em setembro, superando amplamente os US$6,500 bilhões esperados pelos economistas na pesquisa da Reuters.
Nos 12 meses até setembro, o IDP subiu para 3,43% do PIB, ante 3,39% no mês anterior, permanecendo bem acima do déficit em transações correntes e indicando que os fluxos de capital de longo prazo continuaram financiando integralmente o déficit externo.
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