O advogado do Sindicato dos Bancários de São Paulo, João Piza, comemorou a decisão do juiz substituto da 15ª Vara Federal de São Paulo, Marcelo Guerra Martins, em relação a duas liminares pedindo a suspensão do leilão do Banespa - uma do próprio Sindicato e outra da associação dos funcionários do banco. Apesar de manter a data do leilão para o dia 20 de novembro, o juiz determinou que o futuro comprador do Banespa terá de depositar em juízo o valor a ser pago na privatização - os recursos não iriam diretamente para a União - e também que os lucros da Cabesp (Caixa Beneficiente dos Funcionários do Banespa) sejam alocados à própria Cabesp, contrariando determinação do edital que alocava esses recursos para o próprio Banespa. O juiz ainda considerou nulo o artigo do edital de venda do banco que determina a transferência dos dividendos e/ou juros sobre o capital próprio do Banespa, referentes ao exercício do ano 2000, para o novo controlador. Pizza afirmou que a constatação de "vícios" no edital por parte do juiz substituto tem força suficiente para que o mesmo reconsidere sua decisão sobre a data do leilão, pedido que o advogado do Sindicato vai fazer nos próximos dias.
"Caso não haja a reconsideração, vamos recorrer da decisão para suspender o leilão", afirmou. João Pizza afirmou que hoje foram impetradas novas ações na Justiça na tentativa de suspender a venda, confirmando a estratégia de entrar com novos pedidos somente às vésperas do leilão. O advogado não quis comentar, no entanto, quantas ações teriam sido impetradas hoje.