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Bovespa tem alta em semana marcada por manutenção da Selic

Sexta, 25 de agosto de 2000, 22h43min
Na semana que passou, o fato de maior relevância para o mercado financeiro foi a reunião de quarta-feira do Comitê de Política Monetária (Copom), que decidiu pela manutenção da taxa básica referencial da economia, a Selic em 16,5% ao ano. As expectativas dos investidores, que apontavam para uma queda da taxa em torno de 0,5 ponto porcentual, foram se revertendo a partir da quinta-feira da semana anterior, com muitos acreditando que a Selic permaneceria em 16,5% ao ano até quarta, quando a decisão foi anunciada. Mesmo assim, muitos erraram e os dias depois do anúncio foram de correção das cotações em todos os mercados. Nova alteração da Selic, agora, só na próxima reunião do Copom, dias 19 e 20 de setembro. A Bovespa acumulou alta de 1,90% na semana.

Na terça-feira, também foi divulgada a manutenção dos juros nos Estados Unidos em 6,5%. A diferença é que os investidores previam exatamente esse resultado. Com isso, mantém-se as tendências de alta nas bolsas norte-americanas, desde o começo do mês.

O preço do petróleo tem preocupado, com altas significativas desde o final de julho. As cotações do barril de petróleo, que estavam no patamar de aproximadamente US$ 21, passou de US$ 30, gerando preocupações. A manutenção dos juros dos EUA, porém, tranqüilizou os investidores.

O outro fator de instabilidade, as dificuldades econômicas da Argentina, foi se diluindo ao longo da semana, com o bom andamento das negociações do governo com o FMI e o sucesso na emissão de bônus de dívida externa no mercado japonês.

Dia-a-dia:

Segunda-Feira (21/08)

Os mercados estiveram cautelosos, esperando os resultados das reuniões do Fed e do Copom, que definiriam taxas de juros nos EUA e no Brasil, respectivamente. Além disso, a situação econômica da Argentina e o preço petróleo ainda preocupavam. Com isso, dólar e juros subiram e a bolsa caiu. No entanto, foram divulgadas algumas boas notícias a respeito da balança comercial, da diminuição do déficit em transações correntes do governo e da indicação do sucessor de Sérgio Werlang como diretor de Política Econômica do Banco Central, Ilan Goldfajn.

Bovespa - A Bolsa fechou em alta de 1,33%, com baixo volume no mercado à vista.

Câmbio- O dólar fechou em R$ 1,8220, com alta de 0,22%.

Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,180 % ao ano, frente a 17,200 na sexta-feira.

Terça-Feira (15/08)

O Fed anunciou a manutenção das taxas de juros norte-americanas em 6,5%. O resultado confirmou as expectativas dos analistas e, por isso, não afetou muito o desempenho das bolsas nos EUA. E os temores em relação à situação financeira da Argentina abrandaram-se com o sucesso da emissão de títulos no mercado japonês no valor de US$ 567 milhões. A grande expectativa passou a ser em relação ao resultado da reunião do Copom na quarta-feira. Os analistas dividiam-se a respeito das previsões do novo patamar da Selic. Com isso, houve pequena recuperação dos mercados.

Bovespa - A Bolsa fechou em alta de 0,83%.

Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8170, com queda de 0,27%.

Juros - Os contratos de juros de DI a termo - que indicam a taxa prefixada para títulos com período de um ano - pagavam juros de 16,890% ao ano.

Quarta-Feira (16/08)

Após o fechamento dos mercados, o governo anunciou a manutenção da Selic. As altas na bolsa e no dólar refletiram aposta na queda da Selic, que não se concretizou. No mercado de juros, houve pequena alta, em função da reversão das expectativas ainda antes do encerramento dos negócios. A previsão para quinta-feira passou a ser de correção nas cotações.

Bovespa - A Bolsa fechou em alta de 1,31%, com destaque para a oferta pública da Cerj.

Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8230, com alta de 0,33%.

Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,030% ao ano.

Quinta-feira (17/08)

Esse foi o dia da correção das cotações dos ativos em função da manutenção da Selic do dia anterior. Os juros, o dólar e a bolsa oscilaram, fechando em queda. O cenário continua positivo, na visão dos analistas, mas o momento requer uma certa cautela. Os olhares estão dirigidos para os índices de inflação, para o preço do petróleo no mercado internacional e para a situação econômica da Argentina. Em Nova York, porém, prevalece o otimismo, com vários dias seguidos de alta nas bolsas.

Bovespa - A Bolsa fechou em queda de 0,80, com baixo volume no mercado à vista.

Câmbio - O dólar fechou estável em R$ 1,8210, com queda de 0,11%

Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 16,960% ao ano.

Sexta-feira (18/08)

Apesar de todos os fatores de incerteza nos mercados ao longo das duas últimas semanas, como juros nos EUA, preço do petróleo, dificuldades na Argentina e julgamento da correção das contas de FGTS, foram as apreensões com a inflação brasileira que predominaram. Com isso, os juros hoje subiram mais um pouco. De qualquer forma, o ambiente geral é de estabilidade, com boas perspectivas para a economia nos próximos anos, o que gera uma tendência geral de alta na Bovespa. E o dólar continua subindo. Veja os números do mercado hoje. Bovespa- A Bolsa fechou em alta de 1,92%.

Câmbio - O dólar fechou em R$ 1,8240, com alta de 0,16%

Juros - Os contratos de juros de DI a termo pagavam juros de 17,063% ao ano.

 

segunda-feira

terça-feira

quarta-feira

quinta-feira

sexta-feira

Bovespa (variação)

-1,33%

+0,83%

+1,31 %,

-0,80%

+1,92%

Dólar (fechamento)

R$ 1,8220

R$ 1,8170

R$ 1,8230

R$ 1,8210

R$ 1,8240


Juros (DI a termo ao ano)

17,180%

16,890%

17,030%

16,960%

17,063%

Nasdaq (variação)

+0,58%

+0,13%.

+1,33 %.

+1,05%.

-0,26%.


Dow Jones (variação)

+0,30%

+0,54%,

-0,05%.

+0,34%.

+0,09%.

Leia mais:
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Agência Estado e Redação Terra

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