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TV Cultura anuncia retornos do 'Vitrine' e do 'Bem Brasil' para 2026, e se prepara para a TV 3.0

Emissora lançou a campanha 'Somos Cultura', com objetivo de criar novas conexões com os telespectadores e retomar produções ao vivo e títulos históricos

4 dez 2025 - 01h05
(atualizado às 09h20)
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A TV Cultura apresentou nesta quarta-feira, 3, as diretrizes de sua nova gestão e deu detalhes de sua programação para 2026 - que contará com o retorno de dois títulos históricos: Vitrine e Bem Brasil.

O Vitrine, uma espécie de Vídeo Show da emissora, vai mostrar os bastidores dos programas feitos pela Cultura. Deve entrar na grade entre março e abril do próximo ano.

Gravação de edição do 'Bem Brasil' com o Barão Vermelho, em 2006; programa retornará à grade da TV Cultura
Gravação de edição do 'Bem Brasil' com o Barão Vermelho, em 2006; programa retornará à grade da TV Cultura
Foto: Ronaldo Minholi Dias/Estadão / Estadão

Já o Bem Brasil, programa que a cada semana apresentava um show completo de um artista da música brasileira, volta em nova parceira com o Sesc São Paulo. A iniciativa ainda está em fase de negociações, e não tem previsão de estreia.

Mais novidades da programação

Uma dos programas que terá destaque na grande de 2026 será o Roda Viva, que completará 40 anos no ar. O semanal de entrevistas será tema de um documentário que estreia em setembro.

O Metrópoles, revista eletrônica de cultura da emissora, também seguirá com posição importante.

Para atrair o público jovem, que andava afastado da emissora, a Cultura revitalizou o programa Anti-Matéria, sobre a temática geek, que passou a ser transmitido ao vivo, com interação no canal do YouTube.

O musical O Novo Sempre Vem, apresentado por João Marcello Boscoli, cumpre o papel de apresentar novos nomes da música brasileira ao público.

Com a boa recepção ao documentário sobre o jornalista Valdimir Herzog, produzido neste 2025, em que se completaram 50 anos de sua morte, a Cultura vai enfocar, em 2026, o jogador Rivelino, em comemoração aos 80 anos do ex-meio-campista do Corinthians.

Nova gestão e TV 3.0

O evento, voltado para o mercado publicitário e parceiros da emissora, ocorreu no Solar Fábio Prado, espaço cultural em São Paulo administrado pela Fundação Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura.

Fundada há 56 anos, a TV Cultura ganhou nova gestão há seis meses. Neca Setubal, que assumiu como presidente do conselho curador da Fundação Padre Anchieta, afirmou que a emissora é "paulista, mas também nacional". A emissora alcança 23 Estados, atualmente.

A presidente ressaltou a característica da nova gestão. "Ela tem a força do feminino. Estamos conscientes da responsabilidade da manter o patrimônio da TV Cultura', disse no evento.

Maria Angela de Jesus, presidente executiva da Cultura, diz que a emissora ganha um novo vigor, a partir de uma grade mais horizontal e identificável para o público, que já tem sido implementada. Isso, segundo ela, é fundamental para manter o telespectador atento ao canal, à espera de seu programa preferido, ao contrário de uma programação com muitas variações de atrações e horários.

"As mudanças são feitas dentro de uma lógica. Não vamos sair derrubando tudo", afirma Maria Angela, sobre o cuidado com uma identidade criada pela Cultura ao longo dos anos.

Para marcar as transformações, foi criada a marca 'Somos Cultura', já no ar. "Ela serve tanto para os nossos colaboradores, quanto para o público, que já tem nos enviado mensagens citando 'Somos Cultura'", diz a presidente.

Segundo Maria Angela, a Cultura se prepara para entrar na TV 3.0 a partir do próximo ano, conforme norma do governo federal. O modelo vai permitir maior interação do telespectador com a programação e anunciantes.

"A TV 3.0. tira o telespectador de um papel passivo para ser um telespectador ativo", diz.

Maria Angela diz que será preciso implementar mudanças no modelo de produção dos programas. Por isso, a emissora se prepara para criar um núcleo de inovação, que será composto por novos talentos da área. "Para isso, precisamos de investimento", diz Maria Angela, tocando em um ponto sensível da Cultura, que é a busca de recursos públicos e de parceiros.

De acordo com Bel Borba, nova diretora de marketing, comercial e digital da Padre Anchieta , a expectativa é que a TV 3.0 traga mais receita para a emissora - os recursos vindos do Estado de São Paulo são destinados para manter a folha de pagamento.

Entretanto, por ser uma emissora pública, a Cultura não pode ter anúncios de varejo ou bets, por exemplo, áreas que serão bastante exploradas no novo modelo pelas emissoras abertas. A interação comercial deve se limitar à oferta de ingressos e outras iniciativas culturais.

Para Bel é importante a Cultura buscar novos grandes marcas que tenham os mesmos valores da emissora. "Formamos uma dos maiores ecossistemas de conteúdo do Brasil, porque fazemos transformação social e formação do cidadão, diz.

Estadão
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