Sem William Bonner, Jornal Nacional amarga péssima audiência durante cobertura eleitoral
O Jornal Nacional, principal telejornal da Globo, encerrou a cobertura eleitoral de 2026 com audiência inferior à registrada nos meses anteriores e também à média da campanha presidencial de 2022. De acordo com levantamento divulgado pelo colunista Jeff Benício, no portal Terra, o noticiário marcou 21,4 pontos entre agosto e outubro. O resultado chama atenção […]
O Jornal Nacional fechou a cobertura eleitoral de 2026 com média de 21,4 pontos, superando Record e SBT, mas ficando abaixo dos meses anteriores e dos 24,4 pontos de 2022. Sem William Bonner e sob o comando de César Tralli e Renata Vasconcellos, o telejornal sentiu a fragmentação do público diante do streaming, da TV paga e do horário político. Embora mantenha a liderança isolada, o resultado evidencia o desafio da TV aberta em reter audiência mesmo em períodos de grande interesse nacional.
O Jornal Nacional, principal telejornal da Globo, encerrou a cobertura eleitoral de 2026 com audiência inferior à registrada nos meses anteriores e também à média da campanha presidencial de 2022.
De acordo com levantamento divulgado pelo colunista Jeff Benício, no portal Terra, o noticiário marcou 21,4 pontos entre agosto e outubro.
O resultado chama atenção por envolver um período de intensa movimentação política, normalmente associado a debates, pesquisas, entrevistas e apuração de votos.
A queda ocorreu em uma fase em que o programa já não conta com William Bonner na bancada.
Entretanto, os números apresentados não permitem atribuir a mudança de audiência exclusivamente à troca de apresentadores.
Resultado fica abaixo da campanha de 2022
Para dimensionar a diferença, a mesma apuração aponta que o telejornal registrou 22,5 pontos entre junho e agosto de 2026.
A redução foi, portanto, de 1,1 ponto na comparação com o período imediatamente anterior.
Quando o parâmetro é a cobertura eleitoral de 2022, a distância aumenta: naquela ocasião, a média havia chegado a 24,4 pontos.
Isso representa uma diferença de três pontos entre as duas campanhas.
As comparações ajudam a mostrar a tendência de menor consumo do noticiário pela televisão aberta, mas precisam ser interpretadas com cautela, pois horários, hábitos de público e contexto político podem variar de uma eleição para outra.
Horário eleitoral e streaming entram na análise
O texto publicado pelo Terra menciona diferentes fatores que podem ter contribuído para a retração.
Um deles é o possível desinteresse de parte dos telespectadores durante o primeiro turno.
Outro é a exibição do horário eleitoral obrigatório antes do Jornal Nacional, situação que pode levar algumas pessoas a desligar a televisão ou procurar outras opções de entretenimento.
Há ainda uma transformação mais ampla no mercado: parte do público passou a dividir seu tempo entre canais pagos, plataformas de streaming e conteúdos digitais.
Nenhuma dessas hipóteses, isoladamente, foi comprovada como causa única da queda observada no período.
Globo mantém liderança diante de Record e SBT
Mesmo com a redução, o Jornal Nacional continuou em primeiro lugar na faixa de exibição.
Segundo os dados citados pela coluna, a Record marcou aproximadamente seis pontos, enquanto o SBT ficou com três pontos no mesmo horário.
A diferença demonstra que o desempenho abaixo do histórico recente não se traduziu em perda da liderança.
A cobertura foi conduzida por César Tralli e Renata Vasconcellos, conforme a identificação da imagem publicada na reportagem.
O episódio ilustra o desafio enfrentado pelas emissoras abertas: manter grandes audiências em um cenário de fragmentação do consumo, mesmo quando oferecem acontecimentos de forte interesse nacional.
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