Matt Brown, de 'A Grande Família do Alasca', é encontrado morto em rio nos EUA
Conhecido por participar do reality do Discovery Channel, ele tinha 43 anos. Comunicado sobre a morte foi feito por seu irmão, Bear Brown, em vídeo publicado nas redes sociais
Alerta: o texto abaixo trata de temas como suicídios e transtornos mentais. Se você está passando por problemas, veja ao final dele onde buscar ajuda.
Matt Brown, conhecido por participar do reality show A Grande Família do Alasca (Alaskan Bush People, no original em inglês), do Discovery Channel, foi encontrado morto em um rio no Estado de Washington, nos Estados Unidos, aos 43 anos. O corpo foi localizado no rio Okanogan, na cidade de Oroville, segundo relato de seu irmão publicado nas redes sociais neste domingo, 31.
"Encontraram um corpo no rio há algumas horas, e ele foi identificado como sendo de Matt. Noah [outro de seus irmãos] estava lá, ajudou a identificá-lo", lamentou.
Na última quarta, 27, um comunicado foi publicado pelas autoridades do condado de Okanogan indicando buscas por um homem nas águas do local.
Uma pessoa teria ligado para a polícia após ouvir um barulho e ver um homem caído com o rosto virado para baixo na água sendo levado pela correnteza. As buscas ocorreram ao longo dos dias seguintes.
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Bear não deu maiores detalhes, mas comentou a respeito da saúde mental de Matt: "Eu honestamente nunca suspeitei que ele fosse ferir a si mesmo. Ele batalhou por um longo tempo, como eu já havia comentado. Eu estava tão preocupado de que ele acabaria tendo uma overdose ou algo do tipo, que não pensei que ele poderia machucar a si mesmo."
"Parece que o ferimento foi autoinflingido. Obviamente, o médico legista ainda tem que examiná-lo e tudo mais. Mas achei que deveria contar a vocês", concluiu.
Em outro momento, Brown pediu compreensão e respeito à sua família. "Por favor, pensem nos comentários que vocês vão deixar, pessoal. Às vezes, palavras podem machucar mais do que um soco."
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Matt Brown
Matt Brown nasceu em 7 de setembro de 1982 e ficou conhecido pelo reality show Alaskan Bush People. O programa teve 14 temporadas ao todo, e ficou conhecido na TV dos Estados Unidos ao mostrar o cotidiano do casal Ami e Billy Brown, e de seus filhos, Bear, Matt, Gabriel, Joshu, Rain, Noah, Snowbird e Twila Brown.
Onde buscar ajuda
Se você está passando por sofrimento psíquico ou conhece alguém nessa situação, veja abaixo onde encontrar ajuda:
Centro de Valorização da Vida (CVV)
Se estiver precisando de ajuda imediata, entre em contato com o Centro de Valorização da Vida (CVV), serviço gratuito de apoio emocional que disponibiliza atendimento 24 horas por dia. O contato pode ser feito por e-mail, pelo chat no site ou pelo telefone 188.
Canal Pode Falar
Iniciativa criada pelo Unicef para oferecer escuta para adolescentes e jovens de 13 a 24 anos. O contato pode ser feito pelo WhatsApp, de segunda a sexta-feira, das 8h às 22h.
SUS
Os Centros de Atenção Psicossocial (Caps) são unidades do Sistema Único de Saúde (SUS) voltadas para o atendimento de pacientes com transtornos mentais. Há unidades específicas para crianças e adolescentes. Na cidade de São Paulo, são 33 Caps Infantojuventis e é possível buscar os endereços das unidades nesta página.
Mapa da Saúde Mental
O site traz mapas com unidades de saúde e iniciativas gratuitas de atendimento psicológico presencial e online. Disponibiliza ainda materiais de orientação sobre transtornos mentais.
NOTA DA REDAÇÃO: Suicídios são um problema de saúde pública. Antes, o Estadão, assim como boa parte da mídia profissional, evitava publicar reportagens sobre o tema pelo receio de que isso servisse de incentivo. Mas, diante da alta de mortes e tentativas de suicídio nos últimos anos, inclusive de crianças e adolescentes, o Estadão passa a discutir mais o assunto. Segundo especialistas, é preciso colocar a pauta em debate, mas de modo cuidadoso, para auxiliar na prevenção. O trabalho jornalístico sobre suicídios pode oferecer esperança a pessoas em risco, assim como para suas famílias, além de reduzir estigmas e inspirar diálogos abertos e positivos. O Estadão segue as recomendações de manuais e especialistas ao relatar os casos e as explicações para o fenômeno.
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