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Marieta de Vale Tudo, Cacá Ottoni abre o coração sobre maternidade: 'Enxergo muito mais delícias'

No ar em Vale Tudo, Cacá Ottoni detalha desafios de sua personagem, Marieta, e revela novos projetos em entrevista à CARAS Brasil

5 set 2025 - 08h03
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Cacá Ottoni, intérprete de Marieta em Vale Tudo
Cacá Ottoni, intérprete de Marieta em Vale Tudo
Foto: Sergio Baia / Caras Brasil

Ao longo dos anos, Cacá Ottoni (34) já foi Morgana, Joana, Lucila e, agora, brilha como Marieta no remake de Vale Tudo (Globo, 2025). Grata por todas as oportunidades que colheu na atuação, a atriz segue se surpreendendo com a trama das 21h, já se dedica a novos projetos e vê toda a transformação que a maternidade trouxe para sua vida.

"Fui me surpreendendo com os novos caminhos da personagem, e conhecendo mais gente maravilhosa", diz à CARAS Brasil. Na trama, Marieta tem rumos diferentes da versão original como secretária de Renato (João Vicente de Castro) na agência Tomorrow — "se fosse pra ser ipsis litteris [uma cópia fiel do original], não faria sentido remontar", assegura Cacá Ottoni.

Em paralelo com as gravações e desafios de Vale Tudo, a artista também concilia a rotina com os cuidados com a filha, Malu. Após descobrir a gravidez no susto e passar por momentos de emoção e desespero, ela afirma se considerar uma pessoa protegida e privilegiada.

"Tive acesso ao que grande parte da população do país não tem: desde refeições diárias à educação... Mas sinto que podia ter dado muito errado muitas vezes e de repente o jogo virou", afirma. "Tenho até dificuldade de lembrar como era antes [do nascimento da filha]. Me esforço para não ser engolida pela maternidade, mas não tenho como mentir: A protagonista da minha vida é a Malu."

A atriz conta que viu sua relação com o planeta se transformar, a busca por ser uma pessoa melhor ser mais presente e também surgirem mais ambições profissionais e financeiras. No entanto, apesar dos momentos difíceis, enxerga que as mudanças vieram para melhorar. "Sem querer romantizar a maternidade, porque o dia a dia é árduo, enxergo muito mais delícias do que dores no meu maternar."

Abaixo, Cacá Ottoni dá mais detalhes sobre o trabalho em Vale Tudo, recorda personagens que fez ao longo dos anos e conta sobre a peça Antena, em cartaz no Teatro Ziembinski, no Rio de Janeiro, em que divide os palcos com a irmã, Elisa Ottoni. Confira trechos editados da conversa.

Você nfrentou algum desafio para dar vida à personagem Marieta, em Vale Tudo?

Desde o momento que soube que interpretaria Marieta fiquei muito feliz. Mesmo sabendo pouco sobre a personagem, o projeto Vale Tudo é muito encantador. Depois fui me surpreendendo com os novos caminhos da personagem, e conhecendo mais gente maravilhosa, ou seja, minha experiência com a novela só melhora! Fui surpreendida com uma trama ao lado do Matheus Nachtergaele, sem dúvida um dos maiores atores do Brasil, e ele ainda é um doce de pessoa, então imagina? Só tenho motivos para agradecer.

Na primeira versão, ela foi interpretada por Rita Malot. Você passou por algum momento de comparação por parte do público?

Acho que o público se ateve mais aos personagens centrais em termos comparativos. A Marieta da primeira versão é completamente diferente em termos de trama. A própria Tomorrow foi totalmente repaginada ao transformar-se em uma agência de conteúdo… Agora com a minha entrada na TCA e meu envolvimento com o Poliana, a trama da Marieta se desprende totalmente da de 88. Para mim, o interessante de assistir um remake é justamente esse movimento, do que se distancia e do que se aproxima. Se fosse pra ser ipsis litteris, não faria sentido remontar.

Sua última novela na Globo havia sido Amor de Mãe. Como foi retornar aos folhetins da emissora após esses anos?

Olha, um contrato por obra para realidade da maior parte das atrizes brasileiras, (e para mim também) é um respiro no caos da instabilidade. Todas as vezes que me deparei com essa oportunidade aproveitei muito, e tomei fôlego para entressafra. Tive ainda a sorte de contribuir para projetos maravilhosos na emissora. Entre Amor de Mãe e Vale Tudo, participei de duas séries que foram ao ar na Globo TV aberta e estão disponíveis na GloboPlay, mas que são produzidas pela Conspiração e pela CineGroup respectivamente, que foram: Sob Pressão e Histórias Quase Verdadeiras. A cada vez que retorno o reencontro com profissionais que já esbarrei em diversos trabalhos é ainda mais carinhoso. A Miojo, por exemplo, da caracterização, não lembro de ter feito nenhum trabalho na televisão que ela não estivesse, juro. E como ela bate ponto na escala 6x1 desde que comecei, só encontro com ela quando estamos trabalhando juntas. Daí a importância de repensar essa escala e de me colocar para trabalhar mais! Estou brincando, mas é sério.

Não podemos deixar de comentar sobre a Malhação, que te apresentou para muitos como a Morgana. Qual foi a importância dessa novela para sua trajetória?

Extrema importância. A Malhação me apresentou não só para o público, mas para a dinâmica audiovisual em si. Lembro de ter escutado pela primeira vez: se defende para câmera dois, e pensar se eu me esquivava para câmera, ou fugia dela, enfim… Conheci muita gente que terei carinho pra sempre e foi na Malhação que descobri que fazer televisão é muito, mais muito mais difícil do que parece. Serei sempre grata por esse trabalho e pela aposta da Rosane [Svartman] e do Luiz [Henrique Rios] nos meus primeiros passos.

Fora das telinhas, você também brilha no cinema e nos teatros, sendo indicada e ganhando prêmios. Qual a importância de ser multifacetada na profissão?

O teatro foi minha primeira escolha profissional. Quando tinha 13 anos e decidi ser atriz, meu objetivo era fazer parte de um grupo como o Galpão, cujos integrantes são meus maiores ídolos da adolescência, e viajar pelo Brasil, quiçá pelo mundo, apresentando nosso repertório. No jardim da faculdade, fiz Unirio, fui convidada para o teste de Malhação e entrei. Nessa época o cinema também começou a me interessar, e desde então transito entre esses três mundos, tão distintos quanto encantadores. Fico muito feliz pela oportunidade de frequentar os três universos. Hoje amo fazer televisão, não só pelas cenas, mas gosto do dia a dia das gravações, do convívio estendido com os profissionais envolvidos, de conversar na padaria sobre a novela, e da sensação de alguma estabilidade na vida também. Sou apaixonada, e gostaria de fazer mais cinema, me chamem! Fui indicada a melhor atriz coadjuvante no LABRFF em Los Angeles e não pude ir porque estava parindo na ocasião [risos]. E o teatro é aquele primeiro amor que sempre será um pouco maior do que os outros mesmo. Me interesso pelo essencialmente teatral, pelo que mesmo diante das mais complexas tecnologias, é insubstituível. O teatro, na minha opinião, é que nem o samba, agoniza, mas não morre. E em relação a prêmios, são legais por representarem um reconhecimento do trabalho, mas são superestimados também. Parecem dizer mais do que dizem de fato, na minha opinião. O maior valor de ser premiada pra mim está no aumento das chances de novos trabalhos.

Além da parte profissional, você também mostra um pouco da maternidade em seu perfil do Instagram. Ser mãe te transformou de alguma maneira?

De todas. Tenho até dificuldade de lembrar como era antes. Carrego a sensação de que a Malu sempre existiu, mesmo antes de nascer. É meio doido, e certamente fiquei mais doida depois de ser mãe. Sou canceriana, então imagina, ser mãe e canceriana é quase redundância. Me esforço para não ser engolida pela maternidade, mas não tenho como mentir: A protagonista da minha vida é a Malu. A maternidade intensificou minha preocupação com o planeta, minha busca por evoluir enquanto pessoa, minhas ambições profissionais e financeiras também (eu sozinha vivia a base de água, meia dúzia de livros, um prato de macarrão e um colchonete na casa de amigos). Ainda dei sorte de parir minha melhor amiga, então... Sem querer romantizar a maternidade, porque o dia a dia é árduo, enxergo muito mais delícias do que dores no meu maternar.

Como é conciliar a maternidade e a profissão de atriz?

Todo dia me surpreendo e penso: Como chegamos até aqui? Engravidei no susto, sem nenhum planejamento, e logo nos primeiros dias, enquanto eu me revezava entre chorar de emoção e chorar de desespero, alguém me disse: 'Calma que filho vem com pão debaixo do braço'. E veio. Me considero uma pessoa muito protegida. Privilegiada também, com certeza, tive acesso ao que grande parte da população do país não tem: desde refeições diárias à educação... Mas sinto que podia ter dado muito errado muitas vezes e de repente o jogo virou, sabe? Acredito que grande parte das minhas crenças espirituais se devem a essa proteção inclusive.

Você tem novos projetos que possa compartilhar?

Mais do que compartilhar, divulgar! Entro em cartaz no Teatro Ziembinski, que está lindo, reformadíssimo, com uma programação maravilhosa e que fica ao lado da estação de metrô São Francisco Xavier, a partir do dia 2 de setembro, com a peça ANTENA. A peça é ótima, fala sobre precarização do trabalho entre outros assuntos, divido palco com artistas incríveis, dentre elas a minha irmã: Elisa Ottoni. Inclusive interpretamos irmãs gêmeas na peça. Tô sentindo aquele pânico que só o teatro é capaz de nos oferecer, porque nunca está suficientemente pronto até o dia da estreia. E nem no dia da estreia normalmente. Aliás esse processo do que se constrói com a peça já em cartaz é o melhor de todos na minha opinião.

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