Jornalista solta o verbo e critica STF na Globo News: 'Situação absurda'
Jornalista e comentarista na Globo News, Malu Gaspar soltou o verbo após debate presidencial ser cancelado, entenda
A TV Globo cancelou o debate presidencial após as desistências de Lula e Flávio Bolsonaro, somadas a ordens judiciais do TSE e do STF que barraram púlpitos vazios e impuseram a inclusão de Renan Santos. Na GloboNews, a jornalista Malu Gaspar criticou fortemente as decisões, chamando a interferência do Judiciário de absurda e inaceitável, e afirmou que magistrados que atuam como cabos eleitorais deveriam deixar a toga para fazer política partidária.
A jornalista Malu Gaspar não poupou críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) durante transmissão na GloboNews. Ao comentar o cancelamento do debate presidencial que seria promovido pela emissora, a analista classificou a interferência de ministros no pleito como "surreal e inaceitável", disparando que magistrados com aspirações políticas deveriam "tirar a toga e ir fazer campanha".
"Nós estamos diante de uma situação surreal, absurda, inaceitável de Ministros do Supremo que estão virando cabo eleitoral de candidato à presidência. Se o ministro do supremo quer fazer campanha, ele tira a toga e vai fazer campanha, vai fazer política. Se o Ministro do Supremo e Ministro do TSE resolver atuar a favor de um candidato, eles deixam de ser juízes. É uma situação, você usou a palavra certa, é triste", disparou Malu Gaspar.
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Afinal, o que aconteceu?
A TV Globo cancelou o debate de primeiro turno com os candidatos à Presidência da República, previsto para a noite de quinta-feira (1). A decisão ocorreu após a ausência confirmada de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), líderes nas pesquisas, somada a duas determinações judiciais que inviabilizaram o modelo tradicional da emissora.
Primeiro, a ministra Estela Aranha, do TSE, proibiu a exibição de púlpitos vazios para candidatos faltantes, descumprindo a regra que permitia questionamentos ao concorrente ausente.
Em seguida, o ministro Gilmar Mendes determinou a inclusão de Renan Santos (Missão), embora o partido não atingisse a representação mínima de cinco parlamentares exigida no Congresso. Diante do impasse jurídico e editorial, o encontro foi suspenso.
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