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Jesús Vega, psicólogo: 'O autocuidado e o descanso não são um capricho, são uma necessidade humana'

Para o psicólogo Jesús Vega, descansar não deve ser visto como perda de tempo: o autocuidado é uma necessidade humana e os limites são fundamentais para preservar a saúde emocional

13 set 2026 - 07h22
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Resumo
O psicólogo Jesús Vega alerta que associar o valor pessoal à produtividade excessiva gera culpa pelo descanso e adoece a mente. Em seu livro "Yo tampoco puedo con todo", escrito após vivenciar o burnout, ele defende que desacelerar e praticar o autocuidado são necessidades biológicas vitais, e não caprichos. Vega critica a cultura do esgotamento contínuo e convoca a sociedade a romper o ciclo perigoso de cobranças extremas para recuperar o contato com os próprios limites e o bem-estar.
Jesús Vega, psicólogo: 'O autocuidado e o descanso não são um capricho, são uma necessidade humana'.
Jesús Vega, psicólogo: 'O autocuidado e o descanso não são um capricho, são uma necessidade humana'.
Foto: Reprodução/TV Globo / Purepeople

Vivemos em uma época em que estar sempre ocupado pode parecer sinônimo de competência, responsabilidade e até sucesso. O problema começa quando a produtividade deixa de ser apenas parte da rotina e passa a definir o valor que uma pessoa atribui a si mesma. Para o psicólogo Jesús Vega, essa lógica pode cobrar um preço alto da saúde mental e aprender a parar é uma necessidade, não um luxo.

Em entrevista ao portal espanhol Cuerpomente, o especialista falou sobre os efeitos da cobrança excessiva, os sinais de esgotamento profissional, os diferentes estilos de apego e a dependência emocional. As reflexões fazem parte de seu livro "Yo tampoco puedo con todo" ("Eu também não consigo dar conta de tudo"), obra na qual aborda também o burnout e os padrões de comportamento que podem estar por trás da sensação constante de não dar conta de tudo.

Quando a produtividade vira uma medida de valor

Segundo Jesús Vega, um dos problemas está na maneira como a sociedade passou a relacionar o valor das pessoas àquilo que elas conseguem fazer e produzir. Nesse cenário, descansar pode parecer improdutivo e até despertar culpa.

O psicólogo chama atenção justamente para essa inversão de prioridades. Quando o "fazer" ocupa espaço demais, a pessoa pode perder contato com as próprias necessidades e entrar em um ciclo de cobrança difícil de interromper.

A experiência pessoal do próprio especialista com o burnout serviu como ponto de partida para seu livro. Ele contou que, desde a adolescência e durante a unive...

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