Grupo de jornalistas gera conteúdo usando apenas um celular
Por:Jeff Benício
5 out2014 - 11h56
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Foto: Reprodução de videorreportagem
Foto: Sala de TV
O jornalismo atual exige dinamismo. Na era da mídias instantâneas, jornais e revistas estão sempre atrasados por conta do processo industrial de impressão e distribuição.
Os sites levam significativa vantagem pelo mecanismo de postagens poucos segundos após os fatos, ou mesmo em tempo real, com transmissão simultânea.
Mas especialistas garantem que o futuro do jornalismo está mesmo é nas redes sociais. Afinal, é lá onde a maioria das pessoas fica conectada o dia inteiro.
Revela-se mais eficiente atingir um leitor usando o Facebook e o Twitter, ao invés de esperar que ele acesse algum meio de informação por vontade própria.
Na busca por esse jornalismo próximo ao formato das redes sociais, o grupo #MOBiLEJOURNALiSTS estreou na semana passada, em São Paulo, fazendo a cobertura do beijaço GLBT na Avenida Paulista, em resposta às declarações contra os gays feita pelo presidenciável Levy Fidelix.
Os jornalistas do grupo usam apenas o celular para captar as imagens e editar as matérias. No caso, um iPhone. Em breve eles pretendem realizar transmissões ao vivo e já negociam a produção de material para emissoras de TV.
O projeto foi criado por Carlos Henrique Sartori e Patricia Gomes, jornalistas com ampla experiência em TV, inclusive em coberturas internacionais.
No primeiro vídeo (link abaixo), os entrevistados é que conduzem a reportagem, em uma linguagem que faz o espectador se sentir inserido no contexto, como se estivesse presente no ato.
Este tipo de jornalismo ganhou força na imprensa brasileira a partir dos protestos de junho de 2013. Até a Globo aderiu. Chegou a exibir imagens captadas pelo grupo independente Mídia Ninja no Jornal Nacional e em outros telejornais.
Ou seja, é um caminho sem volta. Um conceito dinâmico de se fazer TV. Cedo ou tarde, as grandes emissoras precisarão absorvê-lo para dar mais agilidade à cobertura jornalística.
A transmissão pelo smartphone facilita o trabalho do jornalista em vários aspectos. Desde a descomplicação técnica até a camuflagem que o faz circular livremente no meio das situações, com menor risco de ser alvo de hostilidade, como tem acontecido frequentemente com equipes de TV.
O trabalho do grupo #MOBiLEJOURNALiSTS representa a realidade do jornalismo. Se antes era 'uma câmera na mão e uma ideia na cabeça', agora é 'um celular na mão e uma notícia imediatamente postada na rede'.
A matéria sobre o beijaço na Avenida Paulista:
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