Eterno! Francisco Cuoco viveu personagens marcantes e icônicos na TV; relembre
Ator consagrado da TV brasileira brilhou em novelas como 'Pecado Capital', 'O Astro' e 'Lua Cheia de Amor'; ele faleceu nesta quarta, 19, após falência múltipla dos órgãos
O Brasil se despediu nesta quinta-feira, 19, de um dos maiores nomes da dramaturgia nacional. Francisco Cuoco, ator que marcou gerações com atuações poderosas nas novelas da Globo, morreu aos 91 anos. A informação foi confirmada pela família, que também divulgou a causa da morte: falência múltipla dos órgãos.
Com mais de seis décadas de carreira, Cuoco construiu um legado sólido e inesquecível. Ele começou a brilhar nas telinhas a partir dos anos 1960, mas foi nas décadas de 1970 e 1980 que se consolidou como um dos rostos mais respeitados da teledramaturgia brasileira. Relembre os papéis mais icônicos do ator:
Legião dos Esquecidos (1968)
Na novela 'Legião dos Esquecidos', Francisco Cuoco dividiu cena com Regina Duarte pela primeira vez — uma parceria que se repetiria em outras produções de sucesso. Ele viveu Felipe, um homem influenciado pelo avô a não se envolver com mulheres, mas que acaba se apaixonando perdidamente pela personagem de Regina. Esse papel foi um dos primeiros a revelar o potencial dramático do ator.
Assim na Terra Como no Céu (1970)
Neste drama religioso-romântico, Cuoco emocionou ao interpretar o padre Vitor, um sacerdote que larga a batina para viver um amor proibido. Após o assassinato da amada, ele retorna à igreja para investigar o crime e reencontra o amor nos braços de Helô, vivida por Dina Sfat. Foi o primeiro trabalho do ator na TV Globo.
Pecado Capital (1975)
Um dos maiores sucessos de sua trajetória, Cuoco deu vida ao taxista Carlão, que encontra uma mala com dinheiro roubado e se vê diante de um dilema moral. A trama, escrita por Janete Clair, explorou temas como ética e ambição.
O Astro (1977)
Herculano Quintanilha foi, sem dúvida, um dos personagens mais icônicos de Cuoco. Em 'O Astro', ele interpretou um vigarista sedutor que usava truques de ilusionismo para enganar os outros e subir na vida. A atuação cativante conquistou o público e consolidou ainda mais a imagem do ator como protagonista de novelas de grande sucesso.
Lua Cheia de Amor (1990)
Inspirada na peça 'Dona Xepa', essa novela trouxe Cuoco em dose dupla: ele era Diego Miranda, marido desaparecido de Genu (Marília Pêra), que retorna com nova identidade como Esteban Garcia. O reencontro do casal movimentou a história e trouxe ao ator mais uma oportunidade de brilhar com um personagem complexo.
Passione (2010)
Já em outro momento da carreira, Francisco Cuoco mostrou sua versatilidade ao interpretar Olavo, um empresário do setor de reciclagem. Na trama, ele era marido de Clô (Irene Ravache) e pai da mimada Jéssica (Gabriela Duarte). Mesmo como coadjuvante, entregou um personagem marcante e carismático.
Sol Nascente (2016)
Cuoco emocionou o público ao interpretar Gaetano, um imigrante italiano apaixonado por Geppina (Aracy Balabanian). O casal foge da máfia italiana para começar uma nova vida no Brasil. A parceria entre os veteranos encantou o público logo nos primeiros capítulos da novela.
Últimos trabalhos e homenagem
Nos anos 2000, Cuoco passou a fazer participações especiais e papéis coadjuvantes em novelas como 'Segundo Sol' (2018) e 'Salve-se Quem Puder' (2020). No cinema, participou do filme 'Real Beleza' (2015), de Jorge Furtado, interpretando Pedro, pai da personagem de Vitória Strada. Seu último trabalho na televisão foi no especial 'Juntos a Magia Acontece'. Em 2025, foi homenageado na série documental 'Tributo', do Globoplay, que celebrou sua carreira e importância para a dramaturgia brasileira.
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