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Sucesso do ano, Os Dez Mandamentos fez milagre na Record

24 nov 2015 - 09h01
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Foto: Divulgação/Record
Foto: Divulgação/Record
Foto: Sala de TV

Acabou, mas continua. Esse é resumo do último capítulo de Os Dez Mandamentos, exibido na segunda-feira (23). Não foi um desfecho conclusivo, como acontece habitualmente ao fim de uma novela.

Moisés tem um acesso de fúria ao flagrar a idolatria dos hebreus por um bezerro de ouro, atira ao chão as tábuas de pedra gravadas por Deus, questiona a fé de seu povo e… Fim. Não houve aquele ápice característico que marca a despedida de uma trama.

O episódio 176 serviu para preparar o público para a segunda leva de capítulos, como se viesse por aí a nova temporada de um seriado.

Em março, a Record colocará no ar mais sessenta capítulos de Os Dez Mandamentos. Será uma espécie de 'esquenta' de Terra Prometida, o próximo folhetim bíblico de longa duração, previsto para começar em junho ou julho.

As gravações começam em janeiro, já sob o comando da produtora Casablanca, que assumiu ontem o Recnov, complexo de estúdios da Record no Rio.

Ontem a logomarca da emissora foi retirada da fachada do prédio. Houve cerca de quatrocentas demissões — a promessa é que parte dos profissionais será recontratada em algumas semanas para trabalhar na continuação de Os Dez Mandamentos.

De acordo com dados prévios do Kantar Ibope, o último capítulo da novela escrita por Vívian de Oliveira marcou 23 pontos, ficando em segundo lugar no ranking (a Globo registrou 24). Os índices consolidados serão conhecidos no início desta tarde.

Seja qual for, o índice não chegou perto do recorde da produção, em 10 de novembro: 28.1 pontos. Depois da tão esperada abertura do Mar Vermelho a novela não conseguiu atrair o mesmo público.

O penúltimo capítulo, exibido na sexta-feira (20), teve média de 17.5 pontos, uma das menores das últimas semanas. Na média geral, em oito meses no ar, a produção alcançou 16.1 de média, audiência 170% maior do que Vitória, novela anterior da Record.

Os Dez Mandamentos foi, sem dúvida, o destaque do ano na televisão brasileira. Tornou-se a produção que mais repercutiu na imprensa e nas redes sociais. Impôs derrotas seguidas à Globo e reanimou a teledramaturgia até então letárgica da Record.

Acertos e erros

Após anos sendo chamada pejorativamente de 'Recópia', por tentar reproduzir o estilo da concorrente, a emissora do bispo Edir Macedo, da Igreja Universal do Reino de Deus, enfim encontrou rumo próprio e fincou seu cajado no nicho das produções bíblicas.

A principal falha da Record foi não conseguir 'contaminar' o restante da programação com o sucesso de ibope de Os Dez Mandamentos.

Apenas a atração exibida antes, o Cidade Alerta, e a seguinte, o Jornal da Record, foram beneficiadas diretamente pela audiência conquistada pela novela.

Faltou aproveitar melhor o elenco e os temas lançados pelo folhetim para alavancar outros programas do canal.

O fato de a novela ser gravada no Rio e os programas jornalísticos e da linha de shows ser feitos em São Paulo pode ter prejudicado a logística para explorar o filão.

Problemas à parte, Os Dez Mandamentos serviu, principalmente, para beneficiar a Record na guerra contra o SBT pela vice-liderança no Ibope.

Além disso, a produção renovou a imagem do canal e oxigenou sua ambição de aproximar-se da Globo em números de audiência, qualidade técnica e reverberação na mídia.

Ainda que tenha cometido um erro tão previsível quanto evitável — esticar demais a novela e acabar por exauri-la nos capítulos finais —, a Record só tem motivos para comemorar.

E as emissoras rivais têm razão de se preocupar: a Bíblia oferece centenas de histórias que poderão ser contadas no rastro de Os Dez Mandamentos.

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