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A psicologia confirma: pessoas que não parabenizam alguém por suas conquistas não são invejosas, mas apresentam uma reação silenciosa de autoproteção emocional

Aquela pessoa que nunca parece comemorar suas vitórias pode não estar necessariamente com inveja; comportamento pode esconder uma reação de autoproteção

2 set 2026 - 18h34
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Resumo
Nem sempre a falta de entusiasmo diante do sucesso alheio indica inveja. Segundo a psicóloga Olga Albaladejo, reações frias ou silenciosas costumam ser um mecanismo de autoproteção emocional. Com base na teoria da comparação social de Leon Festinger, a vitória de alguém próximo pode funcionar como um espelho involuntário, despertando inseguranças, frustrações e autoavaliações difíceis de lidar, especialmente quando há semelhança entre as trajetórias das pessoas envolvidas.
A psicologia confirma: pessoas que não parabenizam alguém por suas conquistas não são invejosas, mas apresentam uma reação silenciosa de autoproteção emocional.
A psicologia confirma: pessoas que não parabenizam alguém por suas conquistas não são invejosas, mas apresentam uma reação silenciosa de autoproteção emocional.
Foto: Reprodução/TV Globo / Purepeople

Você conta uma conquista para alguém próximo esperando um "parabéns" e, em vez disso, recebe silêncio, uma resposta curta ou até uma mudança de assunto. A primeira conclusão pode ser quase automática: "Essa pessoa está com inveja de mim".

Mas a falta de entusiasmo diante da vitória alheia não necessariamente significa inveja! De acordo com uma explicação da psicóloga Olga Albaladejo, publicada pelo site espanhol Cuerpomente, esse tipo de reação também pode surgir como uma espécie de autoproteção emocional diante dos sentimentos despertados pela conquista de outra pessoa.

Isso acontece especialmente quando o sucesso de alguém próximo acaba funcionando como um espelho para a própria vida. Uma boa notícia pode provocar admiração, mas também fazer surgir inseguranças, frustrações ou comparações que nem sempre são fáceis de reconhecer.

Por que o sucesso do outro pode incomodar?

Uma conquista não existe apenas como uma informação sobre quem conseguiu algo. Para quem recebe a notícia, ela também pode despertar uma avaliação sobre a própria trajetória.

Olga Albaladejo relaciona esse mecanismo à teoria da comparação social, desenvolvida por Leon Festinger. A ideia é que os seres humanos tendem a avaliar suas capacidades, decisões e avanços em relação aos de outras pessoas, sobretudo quando enxergam alguma semelhança entre suas trajetórias.

Por isso, a promoção de um colega, o casamento de uma amiga, a realização profissional de um irmão ou qualquer outro marco de alguém próximo pode provoca...

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