A psicologia afirma: as pessoas que não conseguem ficar sentadas em uma sala de espera sem pegar o celular não têm pouca capacidade de atenção
O uso excessivo de celular provoca diversas situações problemáticas, segundo a psicologia; saiba o que já aconteceu com a atriz Giovanna Ewbank
O hábito automático de checar o celular em salas de espera não decorre de déficit de atenção, mas da aversão ao tédio. Um estudo com mais de 750 participantes revelou que a busca constante pela tela funciona como um alívio imediato para o desconforto gerado pela falta de estímulos. Assim, a dependência do aparelho reflete o costume de evitar qualquer momento de vazio mental por meio de distrações acessíveis, e não a incapacidade biológica de manter a mente concentrada.
Você está sentado em uma sala de espera, olha para o relógio e percebe que ainda faltam dez minutos para a consulta. Nenhuma mensagem chegou e, talvez, você nem tenha algo específico para verificar. Mesmo assim, quase automaticamente, a mão vai até o celular.
Se essa cena parece familiar, saiba que ela é muito mais comum do que se imagina, e não significa necessariamente que você tenha pouca capacidade de atenção.
A psicologia aponta que existe outra questão por trás desse comportamento: a dificuldade de lidar com o tédio e, principalmente, com a sensação desagradável que ele pode provocar.
Um estudo publicado em 2026 por Katy YY Tam, Wijnand AP van Tilburg e Cristian S. Chan reuniu dois estudos com mais de 750 participantes. Os pesquisadores combinaram questionários com registros objetivos do tempo gasto diante das telas para entender melhor a relação entre tédio e uso do smartphone.
Os resultados indicaram que não é apenas a presença do tédio que importa. O quanto essa sensação é percebida como desagradável também pode influenciar a busca por alguma forma de distração. E o celular oferece justamente a alternativa imediata para preencher qualquer vazio.
Esse comportamento ajuda a explicar por que tantas pessoas não conseguem simplesmente permanecer alguns minutos sentadas sem consultar a tela. Não necessariamente porque perderam a capacidade de concentração, mas porque se acostumaram a ter uma fonte de estímulo permanentemente disponível.
As consequências do uso excessivo do celu...
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