Silvia Munné, coach para aposentados: 'Fomos preparados para trabalhar 40 anos, mas não para viver os 25 anos seguintes. Hoje, uma pessoa de 60 ou 65 anos não é um idoso. Ela pode muito bem ter 20 ou 25 anos pela frente'
A sociedade tem a mentalidade de encarar a aposentadoria como a etapa final, em vez de concebê-la como uma parte da vida
A coach Silvia Munné alerta que fomos preparados para trabalhar por 40 anos, mas não para viver as duas décadas seguintes da aposentadoria. Sem planejamento, muitos perdem a identidade ao parar de trabalhar por não saberem quem desejam ser nessa nova fase. Para a especialista, aos 60 ou 65 anos, as pessoas não são idosas e têm pela frente um longo período de vida ativa, o que exige ressignificar a aposentadoria não como um fim, mas como um novo e duradouro início.
A esperada aposentadoria acaba se tornando uma etapa da vida complicada para muitas pessoas. Uma vez que embora haja aqueles que não veem a hora de parar de trabalhar para iniciarem uma série de viagens e terem tempo de curtir seus hobbies ou aproveitarem mais a família, a verdade é que muitos ao concluirem a vida profissional, sentem que perdem parte de sua identidade.
E parte desse problema decorre da falta de planejamento da transição para a aposentadoria. Silvia Munné, coach para aposentados, tem certeza de que "fomos preparados para trabalhar 40 anos, mas não para viver os 25 anos seguintes".
De fato, há uma pergunta que a especialista faz às pessoas que procuram seu consultório pouco antes de se aposentar: você sabe quem quer ser quando deixar de trabalhar? E a maioria não tem resposta.
Aposentadoria não é o fim, é o começo de uma fase que pode chegar a 25 anos
A coach Silvia Munné é especialista em acompanhar pessoas que estão caminhando nessa transição entre a vida profissional e a aposentadoria. E, em uma entrevista ao jornal "La Vanguardia", a profissional espanhola explica que a sociedade ainda não aceitou totalmente que a aposentadoria nada tem a ver com o fim, mas sim o início de uma fase de pelo menos duas décadas.
O fato é que uma pessoa de 65 anos que se aposenta hoje em dia tem pela frente, em termos de expectativa de vida, mais tempo do que o que levou para concluir a graduação e construir sua vida profissional.
'Hoje, uma pessoa de 60 ou 65 anos não é um idoso'...
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