Recife recebe festival Clássicos do Brasil nesta sexta-feira (6), com Alcione, no Parque Dona Lindu
Evento chega à segunda edição na capital pernambucana e reúne artistas como Seu Jorge, Marcelo D2, Nando Reis, Humberto Gessinger e CPM 22.
O festival Clássicos do Brasil começa nesta sexta-feira (6), no Parque Dona Lindu, em Recife, reunindo diversos gêneros musicais até domingo (8). A abertura traz shows de Alcione, Seu Jorge e Marcelo D2. O sábado é dedicado ao rock e pop nacional, com Nando Reis, Humberto Gessinger e CPM 22, enquanto o domingo encerra a programação com apresentações gratuitas da cena pernambucana, incluindo Lula Queiroga e Mundo Livre S/A. Os ingressos pagos estão disponíveis na Bilheteria Digital.
O festival Clássicos do Brasil começa nesta sexta-feira, 6 de novembro, no Parque Dona Lindu, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. Pelo segundo ano consecutivo na capital pernambucana, o evento será realizado ao ar livre e terá a cantora Alcione como uma das principais atrações da abertura. A apresentação está marcada para as 20h.
A programação segue até domingo, 8 de novembro e reúne artistas de diferentes vertentes da música brasileira, com nomes do samba, rock, pop e da cena pernambucana. Além de Alcione, o público poderá acompanhar shows de Seu Jorge, Marcelo D2, Nando Reis, Humberto Gessinger, CPM 22, Lula Queiroga, Mundo Livre S/A e SpokFrevo Orquestra.
Com mais de cinco décadas de carreira, Alcione levará ao palco sucessos que atravessaram gerações. Entre as músicas previstas no repertório estão "Não Deixe o Samba Morrer", "Você Me Vira a Cabeça (Me Tira do Sério)", "A Loba", "Meu Ébano" e "Faz Uma Loucura Por Mim".
A relação da artista maranhense com Pernambuco também estará presente na apresentação. Ao comentar o vínculo com o estado, a cantora destacou a diversidade cultural e a riqueza das manifestações artísticas pernambucanas.
"Pernambuco, com sua multiplicidade cultural, sempre me encantou. É difícil até enumerar minhas referências diante de um povo com tanta criatividade e de uma riqueza folclórica e artística tão expressiva", afirmou.
Alcione também ressaltou que o samba está presente em diferentes regiões do país, embora apresente características próprias em cada localidade, com variações de ritmo, sonoridade e estilo. Para a cantora, o gênero permanece vivo e ocupa um lugar importante na identidade cultural brasileira.
Programação do Clássicos do Brasil
Na sexta-feira (6), além de Alcione, o festival terá apresentações de Seu Jorge e Marcelo D2. Seu Jorge deve reunir sucessos da carreira e músicas do álbum "Baile à la Baiana", trabalho desenvolvido em Salvador com a banda Conjuntão Pesadão.
Já Marcelo D2 apresenta o espetáculo "Manual Prático do Novo Samba Tradicional", que combina elementos contemporâneos com referências às estruturas tradicionais do samba.
No sábado (7), a programação será dedicada ao rock e ao pop nacional. Nando Reis sobe ao palco com a turnê "Pra Você Guardei o Amor". Humberto Gessinger apresenta o novo projeto "3x4 - Um Retrato", enquanto o CPM 22 comemora três décadas de trajetória com um repertório de sucessos da banda.
O encerramento acontece no domingo (8), com o projeto gratuito "Domingo no Parque", voltado à valorização de artistas e grupos pernambucanos. A programação reúne Lula Queiroga, Mundo Livre S/A e SpokFrevo Orquestra, com apresentações que percorrem ritmos e manifestações como frevo, manguebeat, maracatu, xote e embolada.
Ingressos
Os ingressos para os shows de sexta-feira estão disponíveis pela plataforma Bilheteria Digital. Para o setor Arena, os valores informados são R$ 120 (meia-entrada) e R$ 240 (inteira). No Lounge, as entradas custam R$ 200 (meia) e R$ 400 (inteira).
A edição deste ano também destaca a presença de Alcione em uma programação que busca reunir diferentes gerações e estilos musicais. Ao longo de sua trajetória, a cantora enfrentou desafios relacionados ao racismo e ao preconceito contra mulheres no meio musical, especialmente no início da carreira, na década de 1970.
Sobre as novas gerações de sambistas, a artista demonstra confiança na continuidade do gênero e considera que as mulheres que abriram caminhos na música contribuíram para ampliar as oportunidades das jovens artistas. Ela também reconhece o destaque de novos nomes que vêm ocupando espaço na cena do samba.
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