Script = https://s1.trrsf.com/update-1770314720/fe/zaz-ui-t360/_js/transition.min.js
PUBLICIDADE

Poucos espermatozoides, grandes desafios: causas e tratamentos da oligospermia

A oligospermia, também chamada de baixa contagem de espermatozoides, representa uma alteração na produção de sêmen que dificulta a possibilidade de gravidez.

5 mar 2026 - 19h03
Compartilhar
Exibir comentários

A oligospermia, também chamada de baixa contagem de espermatozoides, representa uma alteração na produção de sêmen que dificulta a possibilidade de gravidez. Nessa condição, o número de espermatozoides presentes em uma amostra de esperma fica abaixo do considerado adequado pelos padrões médicos atuais. Embora muitos homens não sintam dor ou desconforto físico, eles costumam descobrir a oligospermia apenas em exames de fertilidade. Isso geralmente ocorre quando o casal enfrenta dificuldade para ter filhos ao longo de vários meses.

De acordo com diretrizes da Organização Mundial da Saúde, o exame de espermograma funciona como o principal método para identificar a oligospermia. Esse exame avalia tanto a quantidade quanto a qualidade dos espermatozoides, incluindo motilidade e forma. Em muitos casos, o homem leva uma rotina normal, sem notar alterações evidentes, até receber o resultado do exame e se deparar com a contagem reduzida. Por isso, muitos especialistas defendem a realização do espermograma mais cedo, principalmente quando o casal já planeja uma gestação.

O que é oligospermia e como ela afeta a fertilidade?

A palavra oligospermia descreve justamente a presença de poucos espermatozoides no sêmen ejaculado. Em termos práticos, isso significa que o organismo libera menos células reprodutivas durante a ejaculação. Portanto, existem menos espermatozoides disponíveis para alcançar o óvulo durante uma relação sexual. Assim, quanto menor o número de espermatozoides, maior tende a ser a dificuldade para ocorrer a fecundação. Esse desafio aumenta principalmente quando o homem também apresenta baixa motilidade ou alterações na morfologia.

A fertilidade masculina não depende apenas da quantidade de espermatozoides. No entanto, a contagem exerce papel central no processo reprodutivo. Em quadros leves de oligospermia, a gravidez natural ainda pode acontecer, embora com chances reduzidas. Já em casos moderados ou graves, a possibilidade de concepção espontânea diminui de forma significativa. Nesses cenários, o casal muitas vezes precisa de avaliação em serviços especializados em reprodução humana. Por isso, o diagnóstico precoce se torna fundamental para planejar estratégias de tratamento e orientar expectativas de forma realista.

Quais são as principais causas da oligospermia?

As origens da baixa contagem de espermatozoides variam bastante e, em muitos homens, mais de um fator contribui para o problema. De forma geral, os profissionais de saúde dividem as causas em grupos: hormonais, genéticas, relacionadas ao estilo de vida, doenças e influências ambientais. A equipe médica costuma investigar essas causas de forma gradual, com exames laboratoriais, avaliação clínica e, quando necessário, testes mais específicos. Dessa forma, o especialista monta um quadro global da saúde reprodutiva do paciente. Além disso, o médico consegue identificar fatores de risco para outras doenças.

  • Causas hormonais: alterações nos hormônios produzidos pelo cérebro, como FSH e LH, ou pela glândula tireoide interferem na função dos testículos. Baixos níveis de testosterona ou distúrbios da hipófise prejudicam a produção de espermatozoides.
  • Causas genéticas: algumas alterações nos cromossomos ou em genes ligados ao desenvolvimento testicular levam à oligospermia. Síndromes genéticas e microdeleções no cromossomo Y aparecem com frequência em casos mais graves ou persistentes.
  • Estilo de vida: tabagismo, consumo excessivo de álcool, uso de drogas ilícitas, sedentarismo, obesidade e sono irregular se associam à queda na qualidade seminal. Além disso, o calor excessivo na região genital, como o uso prolongado de notebooks no colo ou roupas muito apertadas, prejudica a espermatogênese. O estresse crônico também interfere em hormônios e hábitos, o que piora ainda mais o quadro.
  • Doenças e condições clínicas: varicocele, que corresponde à dilatação das veias dos testículos, infecções genitais, traumas testiculares, cirurgias prévias na região, problemas na próstata e doenças crônicas, como diabetes mal controlado, comprometem a produção de espermatozoides.
  • Fatores ambientais: exposição prolongada a agrotóxicos, solventes químicos, metais pesados, radiação e poluição atmosférica intensa se relaciona à redução da fertilidade masculina em diversos estudos recentes. Portanto, homens que trabalham em ambientes de risco precisam de proteção adequada e acompanhamento regular. Além disso, políticas de segurança ocupacional ajudam a diminuir o impacto sobre a saúde reprodutiva.

Quais sintomas podem indicar oligospermia?

oligospermia não costuma provocar sintomas específicos perceptíveis no dia a dia. A maior parte dos homens mantém ereção, desejo sexual e aparência do sêmen aparentemente normais. Assim, o principal sinal de alerta corresponde à dificuldade para engravidar a parceira após um período prolongado de tentativas. Em geral, os médicos consideram esse período superior a 12 meses de relações sexuais frequentes sem métodos contraceptivos.

Em alguns casos, surgem pistas ligadas à causa de fundo. Alterações hormonais, por exemplo, podem acompanhar diminuição da libido, cansaço excessivo, redução de pelos corporais ou perda de massa muscular. Já a varicocele provoca sensação de peso ou desconforto nos testículos, especialmente em pé ou ao fim do dia. Nódulos, aumento de volume ou dor intensa na bolsa escrotal também exigem avaliação médica, ainda que não indiquem necessariamente oligospermia. Muitas vezes, esses sinais revelam outras enfermidades relevantes. Além disso, alguns homens notam mudanças no humor e na autoestima, em razão da preocupação com a fertilidade.

Quais são os riscos da oligospermia para a fertilidade masculina?

O principal impacto da oligospermia consiste na redução da probabilidade de concepção natural. Mesmo quando a parceira não apresenta alterações reprodutivas, a presença de poucos espermatozoides reduz a chance de que um deles consiga atravessar o trajeto até o óvulo em condições adequadas. Esse efeito se torna ainda mais expressivo quando a baixa contagem acompanha espermatozoides pouco móveis ou com formato alterado.

Em cenários de oligospermia severa, a fertilidade fica bastante comprometida e muitos casais recorrem a técnicas de reprodução assistida para alcançar a gestação. Além disso, a contagem baixa muitas vezes indica doenças sistêmicas ou endocrinológicas que exigem acompanhamento ao longo do tempo. Dessa forma, o espermograma não avalia apenas a capacidade reprodutiva, mas também funciona como uma janela para a saúde global do homem. Por consequência, o médico aproveita esse exame para orientar prevenção, controle de doenças crônicas e mudanças de estilo de vida. Assim, o cuidado com a fertilidade se integra à promoção da saúde geral.

Quais tratamentos existem para oligospermia?

O tratamento da baixa contagem de espermatozoides depende da causa identificada e do grau de alteração do espermograma. Em muitos casos, a abordagem combina mudanças de hábitos com intervenções médicas e, quando necessário, técnicas de reprodução assistida. A orientação especializada ajuda a definir o melhor caminho para cada situação e também a ajustar expectativas quanto a tempo e chances de sucesso. Em algumas situações, o médico sugere ainda suporte psicológico para o casal.

Como melhorar a contagem de espermatozoides com mudanças de hábitos?

Em quadros leves ou moderados, ajustes no estilo de vida contribuem para melhorar a qualidade seminal. Além disso, esses cuidados favorecem a saúde geral, o que também fortalece o sistema reprodutivo. Entre as recomendações mais frequentes, os especialistas destacam:

  • Parar de fumar e evitar o uso de drogas ilícitas.
  • Reduzir o consumo de bebidas alcoólicas e evitar episódios de consumo excessivo.
  • Manter peso adequado, com alimentação equilibrada e rica em frutas, verduras e fontes de antioxidantes.
  • Praticar atividade física regular, respeitando limites individuais e evitando excesso extremo.
  • Evitar banhos muito quentes, saunas frequentes e exposição prolongada ao calor na região escrotal.
  • Diminuir o contato com pesticidas, solventes e outros agentes químicos sempre que possível.

Essas medidas não garantem a normalização da contagem em todos os casos. Contudo, elas costumam formar parte importante do cuidado global, especialmente quando a oligospermia se relaciona a fatores ambientais ou comportamentais. Em geral, o médico orienta manter essas mudanças por alguns meses, pois a espermatogênese ocorre em ciclos e necessita de tempo para responder aos ajustes. Além disso, o profissional pode complementar o cuidado com suplementação de vitaminas e antioxidantes, quando indicado.

Quais intervenções médicas e terapias de reprodução assistida são utilizadas?

Se, mesmo após o tratamento, a oligospermia permanece em níveis baixos, as técnicas de reprodução assistida se tornam alternativa importante. Entre elas, destacam-se:

  1. Inseminação intrauterina (IIU): o laboratório processa o sêmen para concentrar espermatozoides móveis, que o médico coloca diretamente dentro do útero da parceira. Essa opção funciona melhor em casos de oligospermia leve e quando a mulher apresenta boa reserva ovariana e trompas íntegras. Em geral, o casal realiza algumas tentativas antes de considerar métodos mais complexos.
  2. Fertilização in vitro (FIV): a equipe coleta óvulos e realiza a fecundação em laboratório com os espermatozoides do parceiro. Em situações de baixa contagem, essa técnica aumenta a chance de encontro entre óvulo e espermatozoide, pois concentra as células em ambiente controlado. Além disso, o laboratório acompanha de perto o desenvolvimento dos embriões.
  3. ICSI (injeção intracitoplasmática de espermatozoide): o embriologista escolhe um único espermatozoide e o injeta diretamente no óvulo. Essa opção aparece com frequência em oligospermia severa, quando existem pouquíssimas células disponíveis ou quando a motilidade se encontra muito comprometida. Em muitos centros, a equipe também usa a ICSI para reduzir o impacto de alterações morfológicas intensas.

A oligospermia, portanto, representa um desafio relevante para a fertilidade masculina, porém o homem conta hoje com diversas possibilidades de avaliação e cuidado. O acompanhamento em serviços especializados permite identificar causas tratáveis, orientar mudanças de hábitos e, quando indicado, recorrer a técnicas avançadas de reprodução assistida, sempre adequadas ao contexto clínico e às expectativas do casal. Com informação de qualidade e seguimento adequado, muitos casais conseguem planejar a família de forma mais segura e consciente.

Foto: Giro 10
Giro 10
Compartilhar
Publicidade

Conheça nossos produtos

Seu Terra












Publicidade