Zach Top diz que a música country se tronou perfeita demais: 'Parte da alma ficou para trás'
A estrela em ascensão, cuja carreira tem raízes no bluegrass, lançará a nova música "Good Girls & Cowgirls" em agosto
No festival
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em Whitefish, Montana, no início deste mês,
Zach Topapresentou a nova música "
Good Girls & Cowgirls". Com lançamento oficial marcado para 21 de agosto, a animada faixa chegará em vinil de 7 polegadas junto com outra canção inédita, "
Other Side of Hurtin'".
Em uma entrevista exclusiva nos bastidores do
Under the Big Sky, o cantor country do estado de Washington falou sobre sua ascensão meteórica — ele foi a atração principal do
UTBSeste ano —, o que está por vir em seu próximo álbum e por que o bluegrass sempre permanecerá no centro de sua composição e presença de palco.
Há dois anos, você chamou a atenção neste festival com seu show solo e sua participação especial com Billy Strings. O que o Under the Big Sky significa para você?É o meu favorito de todos que já tocamos, cara. Eu adoro Montana. O cenário é obviamente incrível. E eles o tornam tão local. Não é só mais um bar de tacos.
A resposta do público fez você pensar: "OK, tem alguma coisa acontecendo" com a sua carreira?Sim. Foi tipo: "Nossa. Tem gente aqui que está animada para me ver e que vai vir aqui no ponto mais quente do dia." Essa foi uma das primeiras vezes que senti isso. Este lugar é especial em vários níveis.
Conte-nos sobre a nova música "Good Girls & Cowgirls".É uma música divertida, descontraída, que explora a dicotomia entre o que você chamaria de "boa moça" e o lado um pouco mais selvagem das mulheres. Acho que as pessoas vão gostar. A ideia é que ela esteja no novo álbum. Isso será na próxima primavera. Ainda não definimos a data exata. Estamos ansiosos por abril.
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Parece que você está numa ótima fase.
É isso aí, cara. Estou me divertindo muito. Sou muito grato por tudo que me aconteceu e estou aproveitando ao máximo, me esforçando ao máximo para continuar crescendo. Daqui para frente, tudo será lucro. Já fiz muito mais do que jamais poderia ter esperado ou sonhado.
Você começou tocando bluegrass, que continua a crescer em popularidade. O que há nessa música que está conectando tantas pessoas?Isso é interessante. Da minha perspectiva, é bem paralelo ao motivo pelo qual minha música é tão popular quanto é agora. Tivemos um longo período, pelo menos no mundo country… em que tudo era realmente perfeito e tudo estava afinado. Tudo estava perfeitamente encaixado. Acho que um pouco da alma ficou para trás nisso. Acho que muitas pessoas finalmente chegaram a um ponto em que pensaram: "Certo, estamos procurando algo um pouco mais cru e real novamente". E o bluegrass é exatamente isso. Não tem como fugir disso. Não há nada que te encubra, sabe?
Você não pode se esconder atrás de nada.Não, exatamente. É melhor você ser um mestre no seu instrumento e um cantor incrível. E é só isso que você tem para mostrar às pessoas. Acho que é semelhante a muita coisa no country. Caras como Tyler Childers, que já fazia muito sucesso bem antes de eu aparecer, e até o Zach Bryan, é tudo muito real e cru, goste você ou não.
As pessoas querem ver uma pessoa real e um talento real.Você não está tentando buscar a perfeição. Você está tentando apenas tocar boa música e colocar seu coração e alma nisso. As pessoas gostam disso. E é isso que o bluegrass sempre representou para mim. Mas aí, um cara como o Billy [Strings] aparece, e é difícil definir algo assim. Quer dizer, ele é simplesmente um fenômeno por si só.
O quanto sua experiência com o bluegrass influencia não apenas sua musicalidade no mundo country, mas também sua abordagem às músicas e arranjos?Está intrinsecamente ligado a quem eu sou, ao que eu sou, ao que eu faço, desde o início da composição de uma música. Não consigo evitar de colocar um pouco daquele som "melancólico e introspectivo" em muitas das melodias que escrevo, o que acho divertido. Isso me diferencia de muita coisa que pode soar como um monte de coisa dos anos 90. Muitas vezes me colocam nessa categoria, de "trazer o country dos anos 90 de volta", o que eu não sei, não me sinto assim. Estou apenas sendo eu mesmo, e sonoramente é nostálgico, com certeza. Mas mesmo em comparação com muita coisa daquela época, acho que se destaca e é muito diferente por causa da influência do bluegrass.
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