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Vince Staples reafirma posição contra brigas no rap: 'Brigando por nada'

Em entrevista, o rapper californiano retomou declarações de 2017 e disse que sua opinião permanece a mesma — mesmo após a briga entre Kendrick Lamar e Drake

25 jun 2026 - 13h02
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Vince Staples segue firme na mesma ideia. Em entrevista recente à Complex, o rapper californiano voltou a dizer que não tem interesse em brigas públicas no rap e que enxerga os disses entre artistas como algo que prefere observar à distância.

Vince Staples no Bonnaroo Music And Arts Festival em junho de 2026
Vince Staples no Bonnaroo Music And Arts Festival em junho de 2026
Foto: Gary Miller/Getty Images / Rolling Stone Brasil

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"Sempre vou sentir o mesmo sobre negros brigando por nada", afirmou. "Mas todo mundo ama um concurso de lama. Então eu fico de fora. Entretenimento é entretenimento. Se todo mundo está entretido, tudo bem".

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A declaração retoma uma posição que Staples já havia defendido em 2017, quando, também à Complex, foi questionado sobre confrontos clássicos do rap — Remy Ma vs. Nicki Minaj, Ice Cube vs. N.W.A. e Jay-Z vs. Nas. Na época, foi direto: "Não vou marcar horário no estúdio para falar sobre você". E, quando lembraram que as brigas são uma parte querida do gênero, Vince manteve o tom: "Vai assistir WWE. Eles são muito melhores nisso. Eu não quero ver pessoas se humilhando sem motivo quando poderiam ter uma conversa pelo telefone".

O fato de ele reafirmar isso depois da guerra de disses entre Kendrick Lamar e Drake — um dos embates mais assistidos e comentados da história do rap — dá ainda mais peso à sua posição. Mesmo diante de um episódio que dividiu opiniões e gerou debates intermináveis sobre o papel dos disses na cultura hip hop, Staples manteve a coerência: o que pensa sobre brigas no rap não depende de quem está no ringue nem de quão bem-feito seja o ataque.

A trajetória de Staples no gênero é marcada justamente por essa recusa em jogar o jogo que todo mundo espera. Desde os tempos de Summertime '06 (2015), ele construiu uma carreira ancorada na dissonância, tanto sonora quanto comportamental. Seu álbum mais recente, Cry Baby (2026), foi recebido com elogios, mas também com questionamentos sobre as expectativas que fãs depositam em rappers que alcançam o grande público. Vince parece indiferente a esse tipo de pressão.

Rolling Stone Brasil Rolling Stone Brasil
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