Tyler Childers relembra 'Long Violent History': 'Deu o que falar'
O compositor também incentiva os americanos a ouvirem "Make a Better World", do pianista de Nova Orleans James Booker
Tyler Childers é aquele raro artista que não compartilha cada momento de sua vida com a imprensa ou nas redes sociais. É por isso que sua breve, porém impactante, entrevista para a série Sea to Shining Sea da Newport Folk é imperdível.
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Gravado no celeiro de Childers em seu Kentucky natal, o cantor e compositor aborda temas como John Prine, a importância da convivência harmoniosa e o poder que a música tem para nos ajudar a alcançá-la. Ele também relembra "Long Violent History", a canção de cunho social que lançou em 2020 durante os protestos do movimento Black Lives Matter após o assassinato de George Floyd.
"Ela deu o que falar", disse Childers ao apresentador Jay Sweet, "mas espero que o relacionamento que construí com as pessoas que me ouvem tenha me dado espaço para abordar alguns assuntos: 'Ei, estamos todos juntos nessa, mas algumas coisas não são legais e aqui está o porquê.'"
Childers levou quase cinco anos para finalmente apresentar "Long Violent History" ao vivo. Em junho do ano passado, ele encerrou seu show no Hollywood Bowl, em Los Angeles, com a canção. Na época, as batidas do ICE contra imigrantes provocaram protestos por toda a cidade.
Childers enfatiza a importância de conhecer e amar o próximo em seu encontro Sea to Shining Sea, usando uma estrada em mau estado como analogia.
"Independentemente da sua opinião, inclinação política, se vocês dois moram em uma comunidade e há um buraco na estrada entre sua casa e a cidade, o buraco não se importa se o seu pneu votou em um lado ou em outro… Ele vai estragar seu carro", diz ele. "A música é um remédio que nos permite enxergar essas coisas da vida que afetam a todos nós, independentemente de qualquer coisa."
Para Childers, essa música ao longo do último ano e meio foi proporcionada pelo pianista de Nova Orleans James Booker, particularmente a canção "Make a Better World".
"Parece que, cara, se alguém pudesse ouvir essa música, seria um ótimo quebra-gelo", diz ele, e em seguida recita o refrão: "Sempre que as pessoas gritam/você tem que ouvi-las/todo mundo é uma alma linda" (no original, "Whenever people shout/you gotta hear 'em out/everyone is a beautiful soul").
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