TMDQA! Entrevista: Marcos Valle reinventa Henri Salvador
Aos 82 anos, artista está mais moderno do que nunca, colaborando com diferentes gerações
Se você colocar uma agulha para correr em qualquer linha do tempo da música pop global nos últimos sessenta anos, as chances de esbarrar nas digitais de Marcos Valle são gigantescas. O homem que ajudou a desenhar a segunda onda da Bossa Nova, que colocou o mundo inteiro para cantar o "Samba de Verão" e que virou um dos pilares do jazz-funk carioca - tornando-se, de quebra, um dos artistas brasileiros mais sampleados por DJs e rappers ao redor do planeta -, parece carregar o segredo do frescor eterno em sua camisa florida.
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Agora, em pleno 2026, Marcos prova mais uma vez que suas fronteiras musicais não têm barreiras. Como diretor musical e arranjador do ambicioso projeto Henri Salvador do Brasil, ele assumiu a audaciosa missão de reimaginar a obra de uma lenda: Henri Salvador (1917-2008), o guitarrista de jazz e pioneiro do rock na França que, reza a lenda, ajudou a inspirar o nascimento da própria Bossa Nova no final dos anos 50.
Para dar vida a esse tributo, a lenda da música brasileira convocou um verdadeiro dream-team intergeracional: de veteranos como Seu Jorge, Zélia Duncan e Bebel Gilberto à nova e brilhante safra da MPB representada por nomes como Zé Ibarra e Dora Morelenbaum.
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