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Stray Kids faz show de gente grande no Rock in Rio e mostra os caminhos do futuro da música

Grupo marcou a estreia do K-pop no festival com multidão de fãs, superprodução com efeitos pirotécnicos e show de 1h45min

12 set 2026 - 02h49
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Resumo
O Stray Kids fez uma estreia grandiosa no Rock in Rio, consolidando a força do k-pop e sua hiperconexão com os fãs. Em um show de 1h45 marcado por coreografias sincronizadas, pirotecnia e vocais ao vivo, os oito integrantes empolgaram uma multidão com sucessos autorais e até um cover de Michel Teló. A apresentação provou o impacto visual e a capacidade de mobilização do grupo, apontando caminhos para o futuro da música através da extrema proximidade e devoção do seu público jovem.

Falar de k-pop sempre envolve superlativos. Logo, era previsível que a estreia do gênero no maior festival do País, o Rock in Rio, se desse de forma grandiosa - mas com espaço para a conexão genuína com quem acompanhava o show.

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Esta sexta-feira, 11, provou que o futuro da música está, em grande parte, nas mãos do k-pop e de seus superfãs. Uma multidão levou seus lightsticks (os bastões de luz característicos dos shows do gênero) para presenciar a apresentação do grupo Stray Kids, que durou 1h45.

Grupo de k-pop Stray Kids fechou o Palco Mundo nesta sexta
Grupo de k-pop Stray Kids fechou o Palco Mundo nesta sexta
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Formado por Bang Chan, Lee Know, Changbin, Hyunjin, Han, Felix, Seungmin e I.N, o próprio grupo se impressionou com a dimensão do público presente. "Tem muita gente aqui, é surreal" e "Não consigo ver o final dessa galera" foram alguns dos comentários feitos pelos integrantes. A exemplo de outras atrações internacionais do festival, a apresentação contou com tradução simultânea para o português.

Em outro momento, os integrantes reforçaram o cuidado com a segurança: "Bebam bastante água, não empurrem e ajudem quem está ao lado". Horas antes, no show de Hwasa, houve um aviso para que o público se afastasse das grades.

O SKZ, como o grupo também é conhecido, já está acostumado a mobilizar multidões. No ano passado, eles realizaram a maior turnê de k-pop da história do país, reunindo 175 mil pessoas em três datas esgotadas.

Cada integrante do Stray Kids tem momento para assumir seu protagonismo ao longo do show
Cada integrante do Stray Kids tem momento para assumir seu protagonismo ao longo do show
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

Essa hiperconexão com os fãs é construída desde o primeiro dia — das tradicionais lives feitas pelos integrantes às frequentes pausas durante a apresentação para conversar com a plateia. No palco, cada um dos oito membros tem seu momento para se comunicar com a plateia e assumir o protagonismo.

É também próximo aos fãs que o SKZ escolhe iniciar a apresentação do Rock in Rio. Uma câmera os filma desde os bastidores e os acompanha em uma caminhada perto da grade antes que comecem a cantar Topline.

Há tudo o que se espera: as coreografias sincronizadas e impecáveis, fruto de um treinamento intenso, e os vários efeitos pirotécnicos e de luzes. Mas também há espaço para surpresas: o grupo escolhe cantar ao vivo na maioria do tempo e é uma das atrações que melhor usa o enorme e tão comentado telão do Palco Mundo.

Contrariando quem pensa que os fogos devem ficar só para o final do show, o Stray Kids prefere uma queima de fogos exatamente na metade do show, ao cantar Lalalala. E joga a régua do impacto visual ainda mais para cima ao entrar no palco com uma multidão de dançarinos para Walkin On Water.

Fãs acompanharam o show do Stray Kids no Rock in Rio com os celulares em riste
Fãs acompanharam o show do Stray Kids no Rock in Rio com os celulares em riste
Foto: Pedro Kirilos/Estadão / Estadão

O grupo se impõe no palco com uma mistura entre o pop já tradicional de grupos do gênero e o rap, sempre com pose de rockstars. No Rock in Rio, tentam arriscar uma batida não tão bem-sucedida de samba na introdução de Chk Chk Boom, um de seus maiores sucessos.

O público, de maioria bem jovem, aceita tudo o que o grupo se propõe a fazer. Canta cada palavra, grita a cada interação e mantém o celular em riste em praticamente todas as músicas.

Mais para o fim do show, há pouquíssimo movimento de pessoas saindo antes de o grupo deixar o palco. Mesmo depois de um falso encerramento com uma sequência de Run It, Miroh e, claro, mais uma queima de fogos.

A banda faz suspense e volta ao palco para cantar, pela segunda vez, This & That e Ai Se Eu Te Pego, hit de Michel Teló, que viralizou na Coreia do Sul e já havia sido cantado no show do SKZ no Rio no ano passado. Eles ainda cantam Chk Chk Boom, novamente, e arrancam gritos com a última do setlist, Hall of Fame.

Em tempos em que estar conectado é regra, a banda é prova de que, hoje, o segredo para conquistar não é mais se manter distante: é estar sempre perto e prometer voltar uma próxima vez.

No sábado, 12, o Rock in Rio recebe shows de Demi Lovato e Maroon 5. O festival chega ao fim no domingo, 13, com Lola Young, Zara Larsson e Twenty One Pilots.

Estadão
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