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Quem é João Lima? Cantor é preso por violência doméstica

Neto do forrozeiro Pinto do Acordeon se entregou à polícia após vídeos de agressões contra ex-mulher viralizarem

27 jan 2026 - 10h22
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O cenário do entretenimento nordestino foi abalado nesta segunda-feira (26). O João Lima cantor preso por violência doméstica se apresentou à Polícia Civil em João Pessoa, na Paraíba.

Saiba quem é João Lima, cantor preso por violência doméstica
Saiba quem é João Lima, cantor preso por violência doméstica
Foto: Instagram/@joaolimaoficial / Famosos e Celebridades

O artista teve a prisão preventiva decretada após graves denúncias de sua ex-mulher, Raphaella Brilhante. O caso tomou proporções nacionais devido à brutalidade das imagens divulgadas e à influência da família do músico.

João Lima pertence a uma linhagem artística e política de grande prestígio. Sua prisão encerra um ciclo de incertezas iniciado no último fim de semana, quando as agressões vieram a público.

Por que a linhagem de João Lima torna o caso tão relevante?

A repercussão em torno do cantor ocorre pelo peso de seu sobrenome. Ele é neto do lendário Pinto do Acordeon, ícone do forró brasileiro que faleceu em 2020. O avô foi uma das figuras mais respeitadas da cultura paraibana.

Além da conexão com o ídolo do forró, João é filho de Cicinho Lima. O pai é cantor e político influente, tendo atuado como deputado estadual e secretário de Cultura do estado. A família é peça central na vida pública da região.

O envolvimento de um herdeiro de tamanha tradição em crimes de violência contra a mulher gera um debate necessário. A sociedade questiona a conduta de figuras públicas e exige que o prestígio familiar não signifique impunidade.

Pronunciamento de Raphella Brilhante

Em entrevista ao canal local TV Cabo Branco, a dermatologista disse que não sofreu violência física antes do casamento. Porém, afirmou que o cantor já queria controlar sua rotina. Além disso, tinha ataques de ciúmes constantemente. 

"Eu tinha que estar com a minha mãe, se eu fosse só, eu tinha que avisar. Se eu passasse mais que uma hora na academia, ele começava a dizer que eu estava fazendo alguma coisa de errado", relatou.

O que revelam os vídeos e os detalhes técnicos das agressões?

A investigação ganhou força após a circulação de vídeos que flagram o cantor agredindo Raphaella Brilhante. Nas imagens, João Lima aparece desferindo tapas e imobilizando a vítima com violência física clara.

O relato da vítima à Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) descreve também tortura psicológica. Segundo Raphaella, o cantor teria entregue uma faca a ela, instigando o suicídio durante uma discussão.

As agressões não foram um fato isolado e ocorreram ao longo da última semana. João Lima ainda teria ameaçado a vítima na casa da sogra, afirmando que ela "não teria paz" e que ele "acabaria com a vida dela".

Como funciona a Lei Maria da Penha para este caso?

A prisão de João Lima seguiu o rigor estabelecido pela Lei Maria da Penha. A Justiça concedeu uma medida protetiva de urgência assim que a denúncia foi formalizada no sábado (24), visando garantir a segurança da vítima.

Após se apresentar à polícia, o cantor passou por exame de corpo de delito no Instituto de Polícia Científica (IPC). Este é um procedimento padrão para documentar o estado físico do preso e assegurar a legalidade do processo.

O próximo passo determinante é a audiência de custódia. O juiz deve avaliar se a prisão preventiva será mantida. Em casos onde há ameaça de morte explícita, a detenção costuma ser preservada para evitar o agravamento da situação.

O impacto da violência doméstica e a importância da denúncia

O desfecho do caso de João Lima reforça a necessidade vital de denunciar agressores. A coragem de Raphaella em registrar o boletim de ocorrência e apresentar provas digitais permitiu a intervenção imediata do Estado.

Especialistas em segurança pública alertam que a violência doméstica tende a seguir um ciclo progressivo. O que começa com controle e ofensas pode evoluir rapidamente para agressões físicas graves e até o feminicídio.

A sociedade paraibana e os fãs da família Lima aguardam agora que o processo siga com transparência. O combate à violência contra a mulher é uma prioridade que deve estar acima de qualquer legado cultural ou influência política.

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