Resenha: "FENIAN" é a perseguição contra o KNEECAP transformada em obra-prima
Sombrio, hilário, maduro: temos o trio irlandês em sua melhor versão
É preciso ter estômago - ou uma sede inabalável de justiça - para encarar o que o KNEECAP cozinhou nesses últimos dois anos. Se o grupo de Belfast já era uma pedra no sapato do conservadorismo britânico, em FENIAN, disco lançado nesta sexta-feira (01), eles decidiram trocar a pedra por um coquetel molotov. O novo trabalho é um verdadeiro documento de sobrevivência de quem viu o Estado tentar, sem sucesso, puxar o tapete de sua existência.
O hiato desde Fine Art (2024) foi tudo, menos silencioso. Entre tribunais, bandeiras proibidas e tentativas de censura que chegaram ao gabinete do Primeiro-Ministro, Mo Chara, Móglaí Bap e DJ Próvaí entenderam que a melhor resposta ao silenciamento é o barulho ensurdecedor. Produzido pelo alquimista sonoro Dan Carey, o álbum é o triunfo da agressividade poética sobre a burocracia política.
O TMDQA! recebeu o álbum antecipado e mergulhou nesse caos organizado, te trazendo em primeira mão as razões quais este é o disco mais urgente de 2026. Vamos nessa?
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