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O papel dos festivais de música no encontro entre a vanguarda e a nova geração da música

Seu Jorge, um dos nomes escalados para o evento, reflete sobre a importância dos festivais para novas descobertas

20 out 2026 - 23h05
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Resumo
Contrapondo-se aos algoritmos de streaming, a curadoria em festivais ao vivo resgata a expansão cultural ao unir diferentes estilos e gerações. Exemplo disso, o festival catarinense Saravá reunirá em dezembro nomes da nova cena brasileira, como Luedji Luna e Rachel Reis, a lendas como Caetano Veloso, Tom Zé e Seu Jorge. Para os artistas, essa mistura promove um encontro único que permite cativar novos públicos e redescobrir o próprio trabalho a partir da troca direta com uma plateia diversa.

Em um cenário dominado pelas lógicas dos algoritmos de streaming, a curadoria volta a se destacar como uma ferramenta de expansão cultural, resgatando a intencionalidade que o consumo automático nos tirou. No âmbito da música ao vivo, a escalação das atrações é uma aplicação prática dessa ideia: uma combinação que entrega performances marcantes e constrói um impacto duradouro ao cruzar as audiências de estilos musicais diversos e, principalmente, de diferentes gerações. 

Seu Jorge será atração do Festival Saravá 2026
Seu Jorge será atração do Festival Saravá 2026
Foto: Tenho Mais Discos Que Amigos!

No Saravá, festival catarinense marcado para 12 e 13 de dezembro, a curadoria considerou artistas com identidade própria e que, ao mesmo tempo, pudessem apresentar ao público momentos distintos da música brasileira. No line-up, Johnny Hooker, Rachel Reis, Luedji Luna e Gaby Amarantos, alguns dos principais destaques da nova cena de música popular, se juntam a Caetano Veloso, Os Mutantes e Tom Zé, ícones da música tropicalista, e a Seu Jorge, que já acumula quase 30 anos de carreira artística e passagens por palcos nacionais e internacionais — e ainda vê os festivais como uma oportunidade para redescobrir o próprio trabalho. Seu Jorge comentou:

Festival tem essa coisa bonita de você encontrar um público que nem sempre sai de casa pra te ver. Tem gente que acompanha seu trabalho há muito tempo, tem quem conheça uma ou duas músicas e tem quem esteja te ouvindo pela primeira vez. O desafio é trazer todo mundo pra perto, fazer aquela plateia entrar no show com você. Isso não vem só da escolha das músicas, mas também da maneira como você chega, conversa, escuta a resposta das pessoas. Eu gosto de ter um repertório que permita esse encontro, com músicas que o público queira cantar junto, mas também espaço para mostrar outras coisas. Você pode ter muitos anos de estrada, mas não conhece aquela noite antes de subir no palco. Tem que estar presente, sentir o que está acontecendo e deixar a troca acontecer".

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