Filha de Michael Jackson acusa administradores de patrimônio do pai de intimidação e campanha difamatória
Os gestores John Branca e John McClain acusam Paris Jackson de fake news e interesse em holofote midiático
Paris Jackson, filha de Michael Jackson e Debbie Rowe, acusa os gestores do espólio do pai de intimidação e ataques. Segundo documentos judiciais obtidos pelo TMZ, a filha do Rei do Pop alega que os testamenteiros a estão intimidando ao fazer perguntas sobre o dinheiro gasto, promovendo uma campanha de difamação e misoginia.
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De acordo com documentos judiciais, Paris e sua equipe jurídica afirmam que os gestores John Branca e John McClain estão apresentando documentos judiciais que "zombam e menosprezam" a única filha de Michael. Beneficiária da herança do artista a0 lado dos irmãos Prince e Bigi, a influenciadora acusa os administradores de abusarem de seus cargos como executores testamentários para enriquecerem ilicitamente, o que eles negaram. Outras alegações incluem o uso do montante deixado por seu pai para atacá-la na imprensa, além de misoginia em declarações judiciais dos gestores.
Em sua nova petição, Paris afirmou que o uso da mídia pelos executores para "atacá-la" era "inaceitável" e apontou especificamente para um comentário supostamente feito pelo advogado dos gestores, Jonathan Steinsapir, de que a herdeira estava "se pavoneando" em uma audiência judicial em 11 de março.
Entre as afirmações misóginas, Paris alega que foi descrita como "arrogante" em uma audiência. "Desde o primeiro dia em que Paris ousou levantar uma objeção, os executores usaram o dinheiro de seu pai para atacá-la na mídia", diz o documento. "Mais recentemente, os executores fizeram o comentário sexista mencionado acima, dizendo que Paris estava 'se exibindo', e ainda a trataram com condescendência ao se descreverem como os 'adultos', em contraste com uma mulher de 28 anos e seus irmãos adultos." Blanca e McClain também são acusados de usarem uma grande parte da fortuna de Michael Jackson de forma irregular para resolver questões burocráticas do espólio, em especial em respeito à contratação de escritórios de advocacia terceirizados.
O cerne da disputa legal entre Paris e os executores testamentários reside no cronograma de apresentação das informações contábeis anuais do espólio. Segundo a petição da herdeira, as somas repassadas são exorbitantes e abusivas. Os controladores negam as acusações feitas pela herdeira e reafirmam a legalidade das contrações, garantindo que nenhuma transferência foi irregular ou feita sem autorização prévia da Justiça. Ambos ressaltam que conseguiram reverter dívidas pesadas do Rei do Pop, que deixou um déficit de US$ 500 milhões (cerca de R$ 2 bilhões e 550 milhões), e garantiram sucesso financeiro.
As alegações de Paris surgem após Branca e McClain afirmarem que ela estava "mais interessada em aparecer na mídia" do que em resolver conflitos com os gestores. Os testamenteiros também alegam que a influenciadora e sua equipe jurídica estão divulgando informações incorretas e mentirosas sobre o caso à imprensa, atrapalhando ações rotineiras do tribunal e fazendo com que despachos sejam vendidos de forma distorcida ao público.
"Este litígio excessivo é um desperdício", afirma um dos documentos judiciais (People). "Em quase todas as audiências… os executores tentam evitar o mérito da questão, caracterizando as preocupações de Paris como motivadas por advogados ou a serviço de um suposto desejo de atenção da mídia. Nenhuma das duas afirmações é verdadeira. Este litígio é doloroso para Paris. É uma distração de sua própria vida e de sua própria carreira."
O documento prossegue: "Esses ataques podem servir ao interesse pessoal do Sr. Branca em tentar intimidar Paris para que se submeta, mas não têm nada a ver com o mérito do litígio e não são do interesse do Espólio. O fato de o dinheiro de Michael Jackson estar financiando esses ataques os torna ainda mais ofensivos."
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