Dossiê traz dados sobre a inclusão da comunidade trans e não-binária em espaços de entretenimento
Em sua terceira edição, o dossiê mostra dados e como as políticas de ingresso para pessoas trans e não binarias avançaram em 2025
O dossiê "Listas Trans - Um Panorama dos Festivais Brasileiros de 2025", elaborado por pesquisadores como Iná Odara Cholodoski e Macaia Ferro, analisa a inclusão de pessoas trans e não-binárias em espaços culturais. Criada no Recife em 2015 por quatro amigas travestis na cena underground, a política das listas T&NB atua como uma prática autogestionada de cuidado para combater barreiras financeiras, violências e a exclusão histórica dessa comunidade no setor de entretenimento.
O dossiê Listas Trans - Um Panorama dos Festivais Brasileiros de 2025, produzido pela doutora em sociologia Iná Odara Cholodoski e Macaia Ferro, com auxílio de Renato de Maria e Sol Heringer, tem o intuito de dar visibilidade às listas T&NB, políticas de inclusão de pessoas trans e não-binárias dentro dos espaços de entretenimento.
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A partir de uma medida que nasceu no Recife, em 2015, por iniciativa de quatro amigas travestis (Ana Flor Fernandes, Ana Giselle, Maria Clara Araújo e Mayara Cajueiro), surgiram as listas T&NB nos eventos realizados na cidade por grupos associados à música eletrônica, à cultura underground e às dissidências de gênero e sexualidade.
Pessoas trans geralmente encontram obstáculos econômicos e sociais para ingressar e permanecer, variando desde dificuldades financeiras até experiências de violência, constrangimento e exclusão nos eventos. As listas surgem, então, como práticas autogestionadas de cuidado dentro da própria cena cultural.
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