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Justiça torna Daniela Mercury ré por show em evento financiado com dinheiro público

Justiça investiga se evento de 1º de maio de 2022 envolveu uso indevido de recursos públicos da Prefeitura de São Paulo

5 mai 2026 - 09h27
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A cantora Daniela Mercury passou à condição de ré em uma ação que investiga o uso de recursos públicos em um show realizado no Dia do Trabalhador, em 1º de maio de 2022, na Praça Charles Miller, em São Paulo. A informação foi revelada com exclusividade pela coluna Daniel Nascimento, do jornal O Dia. O caso continua em tramitação na Justiça paulista e inclui o envio de carta precatória à Bahia para que a artista seja ouvida no estado onde reside.

Foto: The Music Journal

Documentos do processo indicam que os contratos dos artistas foram publicados no Diário Oficial em 3 de maio daquele ano. O custo total do evento foi de R$ 170 mil, sendo R$ 100 mil destinados à cantora, R$ 28 mil ao rapper Dexter, R$ 12 mil ao DJ KL Jay e R$ 30 mil a Mateo Piraces.

A ação foi apresentada pelo deputado estadual Gil Diniz, que questiona a utilização de verba pública em um evento que, segundo ele, teria caráter político-partidário. Na petição, a acusação afirma que houve financiamento de ato em apoio ao então pré-candidato Luiz Inácio Lula da Silva, o que configuraria violação à moralidade administrativa. O evento é descrito no processo como um possível "showmício", prática vedada fora do período eleitoral.

À época, a apresentação gerou repercussão e críticas de parlamentares e apoiadores do então presidente Jair Bolsonaro, principalmente em razão do uso de recursos públicos. A liberação dos valores ocorreu durante a gestão do prefeito Ricardo Nunes.

Durante o show, Daniela Mercury fez manifestações de apoio a Lula, puxando coro com o público com frases como "Eu quero Lula" e exibindo bandeira com a imagem do político, o que ampliou a controvérsia em torno do evento.

Na defesa apresentada, a produtora responsável pela contratação afirma que não houve irregularidade e sustenta que o contrato foi firmado dentro da legalidade. Segundo os advogados, a artista não possui vínculo direto com o município, já que a relação contratual ocorreu por meio da empresa California Produções e Edições Artísticas Ltda.

A defesa também sustenta que as manifestações no palco estão protegidas pelo direito à liberdade de expressão e solicita a nulidade da intimação da cantora como pessoa física, além da improcedência da ação. Os advogados pedem ainda a condenação do autor do processo, o deputado Gil Diniz, ao pagamento dos ônus de sucumbência, alegando ausência de comprovação das acusações.

Conforme consta nos autos, tentativas de citação da artista foram realizadas na Bahia em abril de 2025, mas não tiveram sucesso. Sem confirmação de endereço ou outros meios de contato, o mandado foi devolvido para novas providências.

Além de Daniela Mercury, também são citados no processo KL Jay, Mateo Piraces, Dexter e a empresa California Produções e Edições Artísticas Ltda. O caso segue sob análise da Justiça.

The Music Journal The Music Journal Brazil
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