'Respirou teatro': artistas se despedem de Juca de Oliveira em velório em SP
Ícone do teatro e da TV brasileira é lembrado por legado artístico e humanidade por amigos e familiares
Amigos, familiares e admiradores se reuniram na tarde deste sábado, 21, para se despedir do ator Juca de Oliveira, em velório realizado no Funeral Home, na Bela Vista, em São Paulo. O artista morreu aos 91 anos, após dias internado no Hospital Sírio-Libanês, e foi homenageado com palavras de carinho, emoção e reconhecimento por sua trajetória.
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Personalidades como o médico Dráuzio Varella, o filósofo Leandro Karnal, a autora Maria Adelaide Amaral, e as atrizes Maria Ribeiro e Bárbara Paz estiveram no velório. Esta última e a atriz Júlia Lemmertz enviaram coroas de flores para a cerimônia.
Durante a despedida, o escritor e presidente da Academia Paulista de Letras, Gabriel Chalita, destacou o compromisso de Juca com a arte e a cultura. "Ele é um homem das artes, profundamente comprometido com o teatro, com a literatura". Além disso, "era um homem de uma cordialidade, de um amor pela vida extraordinária. Acho que é um grande legado que ele deixa", afirmou.
"Eu tive a honra de ser confrade dele na Academia Paulista de Letras e eram fascinantes as reflexões que ele fazia sobre os grandes textos brasileiros, sobre os grandes escritores", disse Chalita. Juca de Oliveira ocupava a cadeira número 8 da instituição.
Já a atriz Miriam Mehler lembrou o lado humano do artista. "O Juca além de ser um amigo maravilhoso, era um ser humano fantástico". Entre outros colegas de profissão, o tom era de reverência e saudade. O ator Nilton Bicudo chegou a dizer que imagina Juca "já escrevendo uma comédia" no céu.
A filha do ator, Isabela Faro Oliveira, também se emocionou ao falar sobre o pai. "Isso é a resposta de como o Juca era uma pessoa querida, amada, e tinha uma carreira brilhante", disse. Ela ressaltou ainda o legado deixado não só para a cultura brasileira, mas também dentro da família. "O Juca foi um pai maravilhoso", começou.
"A gente sempre respirou teatro". "Eu não tenho palavras para agradecer ao meu pai, a gente era muito ligado. Eu tenho uma filha de quatro anos que era apaixonada por ele e eu acho que isso é o maior legado que ele tem, ela ama teatro, provavelmente ela vai seguir a carreira dele e eu vou ter muito orgulho", concluiu Isabella.
Com uma carreira que atravessou décadas, Juca de Oliveira atuou em mais de 30 novelas, dezenas de peças teatrais e também se destacou como autor e diretor. Na televisão, ficou marcado por personagens como o Dr. Albieri, em O Clone, além de papéis em produções como Saramandaia e Avenida Brasil.
O enterro acontecerá no domingo, 22, às 11h, no Cemitério do Araçá, também na capital paulista. Juca deixa a esposa, Maria Luíza Faro, com quem era casado desde 1973, a filha Isabella e uma neta.



