Influenciadora morre após distúrbio alimentar que a fez pesar 22 kg
Influenciadora perdeu 40 kg em dois anos
Nihal Candan, de 30 anos, faleceu no final da última semana, em 21 de junho, em decorrência de um distúrbio alimentar que ela enfrentava há anos: anorexia. A influenciadora turca, conhecida por produzir conteúdo para as redes sociais e por sua participação no reality show Bu Tarz Benim, estava com apenas 22,5 kg quando foi internada no início deste mês.
A anorexia é um transtorno alimentar que altera a percepção que a pessoa tem do próprio corpo, gerando uma obsessão pelo peso e pela alimentação. O principal sintoma da anorexia é a perda rápida de peso, que leva a níveis graves de desnutrição. Nihal Candan perdeu 40 quilos em dois anos, chegando a pesar pouco mais de 22 kg. O Índice de Massa Corporal (IMC) da influenciadora ficava entre 7 e 8, enquanto o valor mínimo recomendado pela tabela seria 18,6.
Nihal foi hospitalizada no começo deste mês e estava recebendo cuidados médicos, porém a equipe do hospital onde ela estava afirmou que seria impossível reanimá-la quando sofreu uma parada cardíaca.
De acordo com o jornal The Mirror, a notícia da internação de Nihal foi divulgada por sua irmã, Bahal. Na ocasião, ela afirmou: "Minha irmã foi levada ao hospital, ela tem anorexia - façam alguma coisa, minha irmã está morrendo. Espero que vocês possam sentir remorso por caluniar uma jovem dessa forma e arruinar a vida dela."
A Federação das Associações de Mulheres da Turquia, uma entidade com 49 anos de atuação em defesa dos direitos das mulheres, meninas e pessoas LGBTQ, publicou uma nota em suas redes sociais sobre o caso, denunciando a pressão estética sofrida pelas mulheres:
"A morte de Nihal Candan devido à anorexia nervosa revela mais uma vez que as pressões e imposições que não apenas um indivíduo, mas também a sociedade impõe ao corpo da mulher, podem atingir dimensões fatais. As normas estéticas, a fantasia do corpo perfeito constantemente reproduzida pela mídia e o sentimento de 'ter que ser bonita', os programas de TV e as competições não apenas mercantilizam as mulheres, mas também as levam ao ponto de correr riscos de vida. Essa questão é, na verdade, um reflexo do problema da desigualdade. Devemos discutir e falar muito sobre isso."
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