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Grave acidente de carro tirou a vida de artista de 'O Clone' aos 42 anos

Estrela do elenco de O Clone morreu após acidente de carro devastador

15 jul 2026 - 01h10
(atualizado às 14h34)
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Responsável por ter vivido o Pedrinho em O Clone (2002), enredo das 21h da TV Globo escrito por Gloria Perez, Caio Junqueira faleceu em janeiro de 2019, aos 42 anos. O artista sofreu um grave acidente de carro no Aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Elenco de O Clone (Divulgação)
Elenco de O Clone (Divulgação)
Foto: Contigo

O famoso perdeu o controle do carro enquanto dirigia sozinho na altura do Monumento aos Pracinhas, bateu em uma árvore e capotou. Preso dentro do veículo e desacordado, o artista foi levado para Hospital Miguel Couto, no Leblon.

HOMENAGENS

Depois de uma semana internado, Caio não resistiu e morreu. Na época, várias celebridades lamentaram a partida do colega. "Vai em paz, irmão querido. Que tristeza não poder mais te dar um abraço e rir contigo. Te guardo pra sempre. Continue brilhando onde você estiver. Muito amor e força para sua família e seus amigos", comentou Rodrigo Santoro, que trabalhou com o ator em Hilda Furacão (1998).

"Acordei hoje com a triste notícia de que o amigo Caio Junqueira faleceu. Sem dúvidas deixou sua marca numa geração de artistas. Isso ninguém apaga! Meus sentimentos à família e aos entes queridos", afirmou Marcos Pasquim.

"Estou muito triste. Achava que ele ia sair dessa. Tinha convicção nisto. Estava acompanhando tudo aqui de Portugal. Um grande ator, um grande cara, uma carreira enorme. Fizemos juntos uma novela Desejo Proibido, e era só alegria. Um grande profissional. Alto nível. Eu o conhecia havia muito tempo. Algumas histórias boas. Um parceiro. Falamos há poucos meses sobre algumas coisas. Que triste... Meu amigo, descanse em paz. Que os anjos estejam com você", falou Murilo Rosa.

"Amigo, que o Senhor te receba com muito amor. Que o céu seja lindo. Que você mate suas saudades. Que cada lágrima derramada aqui seja um carinho recebido aí. Meus sentimentos à família", comentou Rodrigo Lombardi, que era amigo do ator.

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SAIBA MAIS DE O CLONE

Escrita por Glória Perez e exibida originalmente pela TV Globo entre 2001 e 2002, O Clone consagrou-se como um dos maiores fenômenos da teledramaturgia brasileira e internacional. A trama inovou ao cruzar discussões éticas sobre clonagem humana e avanços científicos com o choque cultural entre o Brasil e o Marrocos. No centro da narrativa está o amor proibido e arrebatador entre a muçulmana Jade (Giovanna Antonelli) e o brasileiro Lucas (Murilo Benício), um romance que atravessa décadas, casamentos arranjados e as amarras de tradições religiosas rígidas para tentar se concretizar.

O grande motor da história entra em ação quando Diogo, irmão gêmeo idêntico de Lucas, morre tragicamente em um acidente de helicóptero. Desolado pela perda do afilhado, o geneticista Albieri (Juca de Oliveira) decide desafiar os limites da ciência e da ética para trazer o rapaz de volta, criando secretamente o primeiro clone humano da história a partir de células de Lucas. Anos mais tarde, o surgimento do jovem Léo (também interpretado por Murilo Benício) gera um profundo conflito existencial e espiritual para todos ao seu redor, especialmente para Jade e o próprio Lucas, que se veem diante de uma cópia viva do passado.

Além da ficção científica e do romance arrebatador, a novela marcou época por sua abordagem corajosa e realista sobre a dependência química, retratada de forma sensível na marcante trajetória de Mel (Débora Falabella). Com bordões inesquecíveis que entraram para o vocabulário popular brasileiro — como "Inshalá" e "jogar ao vento" —, figurinos que ditaram moda em todo o país e uma trilha sonora icônica, O Clone foi exportada para mais de 100 países. A obra consolidou-se como um marco cultural que aliou entretenimento de alta qualidade a debates sociais de grande relevância pública.

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