Ex-Fazenda pede compreensão por divulgar aposta para sustentar filho bebê: aceitar ou não?
Musa de Carnaval e ex-vice Miss Bumbum, Raissa Barbosa suscita um teste moral que talvez não tenha uma resposta certa
Uma prática considerada prejudicial a muitas pessoas pode ser moralmente aceitável?
Esta dúvida surge com um posicionamento da ex-Fazenda Raissa Barbosa sobre divulgar uma plataforma de jogos online para garantir a sobrevivência do filho bebê.
Após ser questionada por seguidores, ela explicou a motivação.
“Gente, eu tenho um filho para criar sozinha, o pai não ajuda. Se eu não fizer essa publi, não vou ter dinheiro para comprar fralda, leite. Não me julguem, é a única publi que estou fazendo, não tenho outra fonte de renda.”
Raissa afirmou que quando tinha apenas o filho mais velho não aceitava divulgar bets. Fazia divulgação de “marcas normais”. Disse ainda ter consumido as economias na gravidez.
Após receber ataques, a influenciadora criticou o tribunal da internet.
“Se vocês quiserem deixar de me seguir porque estou trabalhando para cuidar de um filho sozinha, podem deixar. Julgar, todo mundo julga. Mas quero ver alguém pagar uma fralda, um leite.”
Em postagens posteriores, Raíssa informou ter perdido seguidores após sua declaração e revelou ter cogitado outra fonte de renda polêmica.
“Pensei até em vender foto da minha periquita para criar o meu filho. Gente, mãe vai fazer tudo pelo filho. Até a foto da periquita eu venderia.”
Condenar ou não?
A necessidade de sustentar uma criança justifica a promoção de um produto acusado de alimentar o vício, provocar endividamento e destruir a vida financeira de milhares de pessoas?
Até onde vai a responsabilidade individual quando a sobrevivência da própria família está em jogo?
Esse dilema não pode ser visto de maneira apressada.
A crítica deveria recair, antes de tudo, sobre a ausência do pai e uma estrutura social que frequentemente deixa mães solo desamparadas.
Por essa perspectiva, não seria difícil compreender a decisão de Raissa de fazer publicidade de jogos de azar.
Mas o benefício obtido por uma família não elimina os possíveis danos causados a inúmeras outras.
Recentemente, a imprensa noticiou suicídios provocados pelo endividamento de apostadores compulsivos.
É justamente esse raciocínio que levaria muitas pessoas a rejeitar a justificativa apresentada pela influenciadora.
A resposta ao apelo de Raíssa para não ser julgada dificilmente será unânime.
Cada pessoa chegará à própria conclusão a partir de sua formação moral, de seus valores e das experiências que acumulou ao longo da vida.
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