Esposa de Roberto Justus come escorpião e grilo; veja a reação do empresário
Você comeria? Médico especialista faz alerta sobre perigos de contaminação e alergias após Ana Paula Siebert comer iguarias em viagem com Roberto Justus
Durante viagem a Xangai, a influenciadora Ana Paula Siebert comeu escorpião e grilo em uma feira de rua, enquanto seu marido, Roberto Justus, recusou-se veementemente a provar as iguarias. O momento rendeu brincadeiras e repercutiu nas redes sociais. A respeito do consumo desses animais, especialistas alertam que a prática exige cuidados sanitários e de procedência para evitar contaminações e reações alérgicas, especialmente para quem tem sensibilidade a frutos do mar.
A influenciadora Ana Paula Siebert, de 38 anos, surpreendeu os seguidores ao comer iguarias exóticas durante um passeio por Xangai, na China. Ao lado do marido, o empresário Roberto Justus, de 71 anos, a modelo experimentou escorpião e grilo no espeto em um mercado local.
Dessa forma, a loira registrou a experiência gastronômica e compartilhou as sensações com o público em suas redes sociais. "Só vou ter coragem de uma patinha do escorpião... não tem gosto de nada", relatou a modelo sobre a primeira investida.
"O grilo é um pouco mais esquisito. Eles [os chineses] estão me olhando. Eu não posso fazer cara de nojo? Não tem gosto de nada, mas é muito aflitivo", ressaltou.
Negociação bem-humorada e recusa de Roberto Justus
No entanto, as tentativas da esposa para fazer o marido provar os espetinhos foram em vão. O empresário se manteve irredutível diante das opções oferecidas na feira de rua. "Eu não como essas coisas", disparou Roberto Justus, que já teve o paladar classificado como infantil pela própria companheira.
Diante disso, a famosa tentou barganhar uma mudança de atitude oferecendo uma trégua nas brigas do casal. "Umazinha! Eu vou ser a esposa mais boazinha do mundo por uma semana", propôs a modelo. "Eu prefiro você muito brava por um ano do que botar isso na boca", rspondeu Justus. "Mas pensa que isso você já tem", brincou a influenciadora.
Sendo assim, após observar a reação negativa de uma vendedora local sobre o próprio produto, o empresário ironizou a coragem da mulher. "Nem chinês come isso, e minha mulher come", finalizou.
Reação da ex-esposa e comentário divertido
Por essa razão, a ousadia da modelo rendeu comentários até de pessoas próximas da família. Sacha Chryzman, ex-esposa de Roberto Justus, fez questão de manifestar admiração pela coragem da amiga.
"Ana, nessa você se superou! Depois do cérebro de porco e intestino de pato, eu achei que nada seria mais esquisito pra você comer! Que coragem! Tô rindo muito vendo o Roberto falar que prefere ver você brava do que comer inseto, e o melhor foi você responder que isso ele já tem (risos). Amo vocês", escreveu a empresária.
Riscos de alergia e contaminação ao consumir insetos
Contudo, apesar do tom descontraído da viagem, o consumo de artrópodes exige cuidados específicos de saúde. O Dr. Patrick Ferreira, pós-graduado em nutrologia, explica que o hábito cultural não elimina perigos sanitários.
"Comer insetos e outros artrópodes pode causar estranhamento para nós, brasileiros, mas é importante lembrar que esse consumo faz parte da cultura alimentar de diferentes regiões do mundo. Então, não podemos afirmar simplesmente que comer grilo, aranha ou escorpião faz mal. O ponto principal é saber a procedência, como aquele alimento foi criado ou obtido, armazenado, manipulado e preparado. Assim como acontece com carnes, peixes e outros alimentos de origem animal, quando não existem boas condições de higiene e conservação pode haver risco de contaminação por microrganismos e outras substâncias", alertou o profissional.
Além disso, o médico destaca que pessoas com sensibilidade a frutos do mar devem ter atenção redobrada. "Outro cuidado importante são as alergias. Insetos e outros artrópodes possuem proteínas que podem desencadear reações alérgicas e existe a possibilidade de reação cruzada, especialmente em pessoas com alergia a crustáceos, como camarão. Isso acontece porque alguns desses animais compartilham proteínas alergênicas semelhantes. O preparo térmico adequado é importante para reduzir determinados riscos microbiológicos, mas não significa que todos os possíveis alérgenos sejam eliminados pelo calor", enfatizou.
Procedência dos alimentos e orientações em viagens
Por outro lado, o Dr. faz uma ressalva sobre a captura inadequada desses animais e a falsa sensação de segurança alimentar. "Também não é indicado experimentar um animal encontrado na natureza ou comprar de qualquer vendedor sem conhecer minimamente sua origem. O fato de uma espécie ser tradicionalmente consumida em determinada região não significa que qualquer exemplar possa ser ingerido com segurança. A procedência e o controle sanitário fazem diferença", salientou.
Em meio a isso, o especialista pontua que a ingestão não é obrigatória do ponto de vista nutricional para quem já mantém uma rotina alimentar balanceada. "Do ponto de vista nutricional, diversas espécies de insetos comestíveis podem fornecer proteínas, gorduras e micronutrientes, mas não existe necessidade nutricional de incluí-las na dieta de quem já possui uma alimentação equilibrada. Para quem está viajando e quer experimentar uma comida típica, a recomendação é procurar estabelecimentos confiáveis, observar as condições de higiene e ter atenção redobrada se houver histórico de alergias alimentares", orientou.
Por fim, ele orienta sobre a necessidade de buscar auxílio imediato caso ocorram reações adversas após a ingestão das iguarias. "Se depois do consumo surgirem sintomas como inchaço nos lábios ou na língua, dificuldade para respirar, urticária disseminada, vômitos intensos ou mal-estar importante, é necessário procurar atendimento médico rapidamente. Experimentar a gastronomia local pode fazer parte da viagem, mas alimento exótico também precisa seguir a mesma regra de qualquer outro alimento: procedência e segurança vêm antes da curiosidade", finalizou o médico.
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