Empresário preso por matar advogada e filho surpreende com depoimento: 'Armado'
Gravações do sistema de monitoramento do condomínio captaram Eric entrando no local na companhia de Anna Gabriela e do pequeno Raphael
O empresário Eric Conrado Alves de Almeida foi preso em São Paulo suspeito de assassinar a ex-companheira, a advogada Anna Gabriela, e o filho dela, de seis anos. Os corpos foram achados após o próprio suspeito indicar o local. Apesar de alegar uma armação motivada por rivalidades políticas familiares, câmeras flagraram Eric entrando com as vítimas e saindo sozinho do prédio. A polícia investiga o caso como feminicídio e homicídio vicarial, com suspeita de dopagem e asfixia das vítimas.
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A Polícia Civil avança nas investigações sobre o assassinato brutal da advogada Anna Gabriela Faria Lima, de 29 anos, e de seu filho Raphael, de apenas seis. Na última terça-feira (3), os corpos de mãe e criança foram localizados dentro do apartamento da família, em um condomínio residencial.
O principal suspeito do crime é o empresário Eric Conrado Alves de Almeida, de 41 anos, ex-companheiro de Anna, que foi capturado e detido preventivamente no bairro do Jaguaré, zona oeste da capital paulista. Diante das evidências coletadas, a linha de investigação das autoridades enquadra o episódio como feminicídio e homicídio vicarial, uma modalidade criminosa hedionda onde a violência é praticada contra filhos ou pessoas próximas para causar sofrimento deliberado à mulher.
Além disso, relatos de familiares e testemunhas pintam um cenário sombrio do relacionamento, descrevendo um histórico de comportamento controlador, perseguição, abusos verbais e ameaças frequentes com arma de fogo por parte do empresário. Sendo assim, a tragédia parece ser o desfecho de um longo ciclo de violência doméstica.
Evidências robustas contra alegada armação
Ao ser detido e confrontado pela imprensa na saída da delegacia, Eric Conrado Alves de Almeida negou veementemente a autoria dos homicídios. Sem apresentar provas ou nomes específicos, o suspeito tentou desqualificar as acusações sugerindo uma perseguição motivada por rivalidades políticas e regionais. "Isso foi armado… Eu sou um Conrado e ela uma Faria Lima. No Rio, a gente tem força política", argumentou o empresário, insinuando ainda a existência de "alguém querendo ferrar" com as influentes famílias envolvidas.
No entanto, o forte conjunto probatório reunido pela Polícia Civil contradiz a versão da defesa. Gravações do sistema de monitoramento do condomínio captaram Eric entrando no local na companhia de Anna Gabriela e do pequeno Raphael no domingo (1º). Contudo, na madrugada de segunda-feira (2), as mesmas câmeras registraram o empresário deixando o endereço completamente sozinho.
Outro ponto crucial para a investigação foi o fato de que a localização dos corpos só foi possível após o próprio Eric telefonar para um escritório de advocacia em Campinas, fornecendo o endereço exato do imóvel e alertando sobre a presença dos dois cadáveres.
Próximos passos e causa da morte
Diante disso, a perícia trabalha arduamente para determinar a causa exata das mortes. A principal hipótese é que mãe e filho tenham sido asfixiados. Investigadores apuram também se as vítimas foram dopadas antes de serem mortas, o que poderia explicar a ausência de sinais de luta corporal no apartamento. O nome de Eric Conrado Alves de Almeida chegou a ser inserido no sistema de procurados da Interpol antes de sua captura em São Paulo, indicando o risco de fuga.
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