Chuck Norris já lutou jiu-jítsu com a família Gracie do RJ e foi 'apagado'; saiba detalhes
Chuck Norris, que morreu aos 86 anos nesta quinta-feira, 19, deixa um legado que ultrapassa o cinema e se estende também às artes marciais. O ator teve um contato marcante com o jiu-jítsu brasileiro durante uma passagem pelo Rio de Janeiro, onde conheceu a tradicional família Gracie.
“Quando comecei no jiu-jítsu, eu estava de férias no Rio de Janeiro. Estava circulando entre todas as artes marciais e treinando. Em toda escola que eu ia me falavam do jiu-jítsu dos Gracie, então pensei: ‘Preciso saber quem são esses caras’". disse ele em entrevista.
Foi nesse contexto que ele conheceu o mestre Hélio Gracie, além dos lutadores Rickson Gracie e Royce Gracie. “Perguntei se podia treinar com eles e eles foram muito cordiais, disseram: ‘Claro’”, contou.
Acostumado ao judô, Norris acreditava que teria alguma vantagem nos treinos, mas a experiência foi surpreendente. "Fui para o chão com Rickson Gracie e foi como se eu nunca tivesse ido a uma aula na minha vida. Ele brincou comigo. Depois treinei com Royce e o Sr. Gracie me chamou. Ele é desse tamanho (gesto de baixinho)", detalhou.
"Começamos a treinar, eu montei nele. Ele me disse: ‘Ok, Chuck. Me dê um soco’. Eu falei: ‘Sr. Gracie, eu não vou socá-lo’. Bem, a última coisa que me lembro é de levar a mão para trás e a próxima recordação é de eu acordar depois de ser estrangulado e ficar inconsciente. Minha garganta mal me deixava engolir. Ele me disse: ‘Desculpe, não queria ter feito tão forte’", contou ele com bom humor.
Depois disso, Norris disse que Hélio foi muito educado e disse: "'Eu quero que você fique aqui. Você tem potencial e posso fazer de você um grande lutador de jiu-jítsu’. Infelizmente eu tinha de fazer um filme e não pude ficar. Mas, de volta a Los Angeles, comecei a treinar com Rorion Gracie e com os irmãos Machado”, completou.