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A psicologia afirma: a sensação de que o tempo passa mais rápido com a idade está relacionada ao fato de que a monotonia da rotina altera a percepção subjetiva por meio de mecanismos ligados à atenção e à memória

Você sente que os anos voam e a rotina adulta parece um borrão? A psicologia explica como sua atenção e memória moldam a percepção do tempo, fazendo com que a infância pareça durar para sempre e a vida adulta passe num piscar de olhos

19 set 2026 - 06h18
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Resumo
A sensação de que o tempo passa mais rápido com a idade é explicada pela psicologia por meio da atenção e da memória. Enquanto a infância é repleta de novidades que criam marcos duradouros no cérebro, a vida adulta tende à monotonia da rotina previsível. Como há menos acontecimentos inéditos para serem registrados e recuperados na memória, a percepção subjetiva é alterada, criando a impressão de que os anos transcorrem em um ritmo muito mais acelerado.
A psicologia afirma: a sensação de que o tempo passa mais rápido com a idade está relacionada ao fato de que a monotonia da rotina altera a percepção do cérebro.
A psicologia afirma: a sensação de que o tempo passa mais rápido com a idade está relacionada ao fato de que a monotonia da rotina altera a percepção do cérebro.
Foto: Divulgação/TV Globo / Purepeople

Você já teve a impressão de que os anos estão passando mais rápido conforme envelhece? A sensação é muito comum e costuma nos assombrar quando comparamos a vida adulta com a infância. Para uma criança, um ano pode parecer um período enorme, porém, na vida adulta, é comum ter a impressão de que os meses passam sem que seja possível perceber.

Isso não significa que o tempo esteja realmente passando mais depressa. A explicação está, em parte, na maneira como o cérebro presta atenção ao que acontece e registra determinadas experiências na memória.

A psicologia estuda há anos essa relação entre tempo, atenção e memória. Pesquisas indicam que a percepção da duração de um período pode mudar dependendo da quantidade de acontecimentos marcantes e de informações que conseguimos recuperar posteriormente.

A rotina pode fazer o tempo parecer passar mais rápido 

Na infância e na adolescência, muitas experiências são novidade. A primeira viagem, uma mudança de escola, novas amizades, descobertas, aniversários, relacionamentos e outras situações ajudam a criar diferentes referências na memória.

Já na vida adulta, a rotina tende a se tornar mais previsível para muitas pessoas. Trabalho, tarefas domésticas, compromissos e responsabilidades podem fazer com que vários dias tenham estruturas muito parecidas, então, quando pouca coisa muda, também pode haver menos acontecimentos específicos para serem lembrados depois. É justamente nesse momento que a percepção do tempo pode mudar.

Uma revisão publicada...

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