Vidas Passadas é um triângulo amoroso? Como o filme indicado ao Oscar subverte a noção de "rivalidade"
Vidas Passadas, indicado ao Oscar, estreia em breve nos cinemas brasileiros, após passagens celebradas por grandes festivais de cinema do mundo.
ATENÇÃO: ESSE TEXTO CONTÉM SPOILERS DE VIDAS PASSADAS
Os fãs das grandes histórias de amor do cinema, ao primeiro contato com o enredo de Vidas Passadas, de Celine Song, podem ter encontrado semelhanças com obras como a trilogia Antes do Amanhecer, de Richard Linklater:
Um jovem casal estabelece uma conexão profunda, todavia, o destino os direciona para caminhos opostos. Até que o mesmo destino, decide colocá-los frente a frente novamente, oferecendo a oportunidade perfeita para, enfim, viverem aquele amor. Mas Vidas Passadas, definitivamente, não é (só) sobre isso.
O drama, indicado ao Oscar de Melhor Filme e Roteiro Original, conta a história de Nora (Greta Lee) e Hae Sung (Teo Yoo), dois amigos de infância que acabam se separando quando a família de Nora decide sair da Coreia do Sul e se mudar para a cidade de Toronto.
Vinte anos depois, os dois amigos se reencontram em Nova York, enquanto confrontam noções do amor, destino e as escolhas que fizeram na vida - incluindo o casamento de Nora com o escritor Arthur (John Magaro).
O triângulo amoroso
Escolher é também, perder. Ao sair da Coreia e trilhar seu próprio caminho, Nora renunciou a uma vida inteira que poderia ter tido - e nunca terá. Mas, diferentemente de histórias como Antes do Amanhecer, Nora se sente confortável com a vida que construiu, inclusive, também por estar ao lado de Arthur.
Arthu…
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